sexta-feira, outubro 20, 2006

de que medidas somos feitos?


Pintura de Márcio Melo

de que medidas somos feitos?
quantas peças encaixam, moldes utilizados
olhos que nos vêem, de que modo?

fosses um bosque
uma pedra vento fogo
inanimado

fosses flor
água terra

não sendo nada és
sou espírito navegante
ouves o que permito
tocas no alcançável
o resto é mato


(Poema de Teresa Durães in Voando por Aí)

17 comentários:

Teresa David disse...

Uma imagem naif complementada por palavras simples e sentidas.
Bjs
TD

Isabel Magalhães disse...

Vim da Sulista...








gostei de ter passado por cá. :)

Teresa Durães disse...

hum... boa noite! não, não há problema!

obrigada!

prozina disse...

é verdade: as coisas da carne são muito da terra

Isa&Luis disse...

Olá,

gostei muito de ler,

Belissima imagem e um poema maravilhoso, faz uma tela pefeita.

Beijo

Isa

Jofre Alves disse...

Bom de fim-de-semana, enquanto lá fora o vento sopra e a chuva cai, aqui a qualidade impera, neste interessante blogue.

Anónimo disse...

Deixo a dica do Primeiro Folhetim Pulp da Internet Brasileira.
Pode ser lido no site:

www.folhetimpulp.blogspot.com


guto

gato_escaldado disse...

Poesia de primeiríssima água. Excelente. Gostei muito. Beijos

Delfim Peixoto disse...

Amei ler e pronto!
bjs ternos

Ana Sobral disse...

Mais uma escolha linda!!
É sempre uma maravilha passar por aqui, em especial pelas musicas que aqui colocas; adoro esta musica, nunca me canso de a ouvir!!!
Beijinhosssss da Anita

Paula Raposo disse...

Belo poema!! Beijos.

Passeando no Parque disse...

Abração :-)))

Poemas de amor e dor disse...

Por vezes faço as pazes comigo,
E vou por aí onde a alma me encontre.
Não quero esticar a corda
Que se me enrola nos dedos!
Hoje sou Viajante diurno!

É estranho viajar de dia,
Prefiro as noites cegas
que disfarçam o entulho
e nem têm regras
Hoje, sou um farelo amadurecido
Sou um tempo de milho
Bem parecido
Mas, só à noite me encontro!.
23-10-2006 14:02:54
Desculpa ter respondido assim a este poema, mas hoje finalmente passei por aqui para agradecer todas as vossas visitas ao meu livro de poemas. À noite o tempo que me sobra, ou o meu débil estado de saúde nem sempre permite visitar os meus amigos. Por teres aconselhado o autor dos Estúdios Raposa a ler um dos poemas que tinha apagado do blog resolvi voltar a colocá-lo esta semana.
Saudades e viva a poesia portuguesa.
Rogério Martins Simões
http//poemasdeamoredor.blogs.sapo.pt

herético disse...

gostei muito do poema. é um grande prazer visitar o teu blog pela qualidade das tuas escolhas...

APC disse...

Somos feitos da justa medida!
E o resto é mato!... Mesmo!

Bom poema, pintura-delícia!

Um abraço! :-)

prozina disse...

esta pintura é linda e tem qualquer coisa de chagall

Teresa Durães disse...

obrigada a todos os que comentaram!