domingo, junho 03, 2007

Nome


Imagem de Joel Santos


Não há raças, há seres
Não há religiões, há crenças
Há fome, muita fome
Há doenças imensas
Sem nome

Não há seres, não há raças
Não há crenças nem religiões
Há fome, muita fome
Há doenças imensas
Sem nome

Há tantos seres de todas as raças
Cheios de fome
Armas imensas sem nome
Doenças e tantas desgraças
Com nome

(Poema de João Sevivas)

Nota: Encontra-se aberto no Ora, vejamos...um Concurso de Contos. Basta aceder e… concorrer!

17 comentários:

lena disse...

poesia estás aqui em tempo tão real como o meu

acabei de entrar de novo aqui, para voltar a reler, encontro um poema novo de João Sevivas, vou fazer uma visita ao blog no mesmo instante em que perguntas se a feira do livro correu bem

que livro perdi Poesia?

estes meus afazeres deixam-me de fora das palavras, fora do Pc...

de novo fico deslumbrada

este poema toca-me e muito, muito mesmo e deixa-me a pensar num nome...

queria estar desse lado para te abraçar, enquanto no meu rosto caiem lágrimas de revolta

um doce e terno beijo e passa a vida a agradecer-te

lena

helena disse...

Poesia
Que poema sentido aqui nos trazes!
Dilacerante como o é a realidade do mundo em que vivemos.

Os jornais e as televisões mostram profusamente o que se está a passar: O homem que destrói o homem e o planeta em que vive, e tudo por causa do "vil metal" e da sede de poder. Quem lê e vê essas imagens "com ou sem nome", fica indignado, mas no dia seguinte, por conveniência, já esqueceu ...e pensa: "é lá tão longe..."
Mas quem assistiu, e conviveu com a guerra,como eu, jamais esquecerá!

Se outros meios não bastam, (porque os que infligem esses horrores não querem, esses que se julgam os mandantes do mundo), que venha a POESIA para os denunciar.

Parabéns a ti por postares este grito de alarme, e parabéns ao seu autor.

Um beijinho
Nucha

Carreira disse...

Muito intenso. Gostei! Parabéns!

António Silva disse...

Cara Amiga tudo está no Poema.
Sinto-me indefeso perante tanta criatividade e inspiração.
Respondo como habitual.

Como tudo seria diferente ...

Sem compromissos
horários incompatíveis
refeições terríveis
para adoçar caprichos.

Vamos caminhando
tentemos não cair
a ideia é agir e prosseguir
apesar do constante mando.

Observemos as aves
tranquilas e suvamente
cantarolando alegremente
mediante umas suculentas carnes.

Sulista disse...

Linda foto!!!
como é habitual ;-)


Pode-se concorrer com desenhos/ilustrações em vez de contos? :-D

Beijinho Grande******

Paula Raposo disse...

Um poema para o qual fico sem palavras.

Me Hate disse...

Ora, ora... respondendo ao seu comentário no meu blog: acredite que a sua poesia é bem mais feliz do que a minha!

Maria Clarinda disse...

Maravilha de poema, que joga em perfeição com esta foto do Joel e música

Vieira Calado disse...

Diz bem. Com nome.
Era preciso,por toda a parte, dizer esses nomes.

Anónimo disse...

Sem palavras pra comentar!!!!! só posso dizer k conjugação fabulosa!!! e a musica não a conhecia tb, mas é linda!!
um quadro perfeito que aki encontrei
Mauro

Graça Pires disse...

Poema que dói e comove. Obrigada a si, Menina e ao autor. Um beijo.

Manel do Montado disse...

Não há raças...
Só esta simples aceitação pararia de imediato com 90% das guerras e disputas no mundo. Por isso sou monocromático no que toca a cores humanas.
Bjinho

Teresa Durães disse...

gostei bastante deste poema.
(e a fotografia é excelente)

boa tarde

J.N disse...

Excelente este poema do João; há muito que não o lia.
Uma expressão fotográfica digna de uma reportagem.
Estás mesmo de parabéns pelas excelentes escolhas.
Cptos
JN

darkest poet disse...

o poema diz tudo o que eu poderia dizer e mais...
estou sem palavras...
=)

naenorocha1@hotmail.com disse...

OFÍCIO

Construir uma noite é fácil demais
Basta juntar todos os pesadelos
E deixar-se embriagar pelos luares
Desembaraçar estrelas aos novelos
Tecendo distantes constelações
Nos nadas azuis do firmamento imóvel
Até que as distâncias unifiquem os tons
Parindo do escuro a negritude móvel.

Mais complicado é inventar o dia
Tem-se que ser operário da luz
Colher claridade do claro que se irradia
E bordar da luz do sol pontos de cruz.

Um beijo na pele do teu coração

Naeno

H. Sousa disse...

Poema do meu amigo, há tanto tempo invisitado, João Sevivas, um poeta bem vivo e fantástico do qual tenho vários livros autografados. Belíssima escolha.
Abraços mil.