domingo, julho 15, 2007

Resposta do amigo


Imagem de Pages of Iink


as minhas velas
não ardem até ao fim:

apago-as sadicamente
sufocando-as do ar
com que me consomem
ou esmago o caule da chama
no poço líquido da cera quente

(nas intermitências da luz
e da morte
escondem-se os fantasmas
que abrigo debaixo da cama)

apagadas
deixam-se ficar na memória
acesas e coradas
como uma memória

nunca acendo as velas que apaguei:
extintas não me queimariam

(Poema da
Inominável)

10 comentários:

Lumife disse...

Passa pelo "BEJA" onde se encontra um prémio justo ao teu trabalho de divulgação da poesia.

Bom domingo

Bjs.

Olhos de Mel disse...

Profundo e quase enigmática. apagar o que não acabou, representa o medo de realmente acabar e guardar, deixa esperança que se extinta, não mais teria.
Lindo demais!
Boa semana!
Bjs.

Paula Raposo disse...

Gostei!

Maria Clarinda disse...

Muito bonito.
Adorei.Jhs

Anónimo disse...

A Inominável aqui... ela é terrivel ahahahah

seilá disse...

poemando a gente se encontra por aí mesmo sem se dizer

Sophiamar disse...

Um acervo po�tico consider�vel. Passo muitas vezes no sil�ncio e degusto com prazer estas leituras.
Beijinhos

Vieira Calado disse...

Interessante jogo de imagens e de palavras.

Anónimo disse...

Voltou...
noites-de-lua-branca@hotmail.com

Anónimo disse...

Queria dizer:
noites-de-lua-branca.blogspot.com