terça-feira, dezembro 25, 2007

Natal à Beira-rio

Imagem de C.Galarneau



É o braço do abeto a bater na vidraça!
É o ponteiro pequeno a caminho da meta!
Cala-te, vento velho! É o Natal que passa,
a trazer-me da água a infância ressurrecta.

Da casa onde nasci via-se perto o rio.
Tão novos os meus Pais, tão novos no passado!
E o Menino nascia a bordo de um navio
que ficava, no cais, à noite iluminado...

Ó noite de Natal, que travo a maresia!
Depois fui não sei quem que se perdeu na terra.
E quanto mais na terra a terra me envolvia
mais da terra fazia o norte de quem erra.

Vem tu, Poesia, vem, agora conduzir-me
à beira desse cais onde Jesus nascia...
Serei dos que afinal, errando em terra firme,
precisam de Jesus, 
de Mar, ou de Poesia!


David Mourão-Ferreira, Cancioneiro de Natal,1971

14 comentários:

  1. Confesso que não conhecia este poema.

    Como sempre fizeste uma boa escolha.

    Feliz Natal!

    ResponderEliminar
  2. MEU DEUS

    COMO SOMOS

    TÃO CRIATIVOS

    ResponderEliminar
  3. É lindo.

    Beijinho*

    P.S. Pode sempre "roubar" na Casa:)

    ResponderEliminar
  4. Obrigado por este revisitação de David Mourão-Ferreira e pelo belo fundo musical.

    Por momentos, houve paz em mim.

    Bem hajas.

    ResponderEliminar
  5. Uma excelente escolha de um Poeta que eu adoro!! Beijos.

    ResponderEliminar
  6. Querida amiga que tao bem dás a conhecer a Poesia Portugues.

    Foste agraciada com um premio, quando puderes passa no meu maresias.

    Obrigada!

    ResponderEliminar
  7. Ora, mais um poema que não conhecia. Obrigado por o partilhares :)

    Também passei aqui para desejar os meus votos de um Feliz 2008.

    Abraço :)

    ResponderEliminar
  8. Bonita escolha...

    abraço e excelente 2008.

    ResponderEliminar
  9. Olhos abertos de espanto
    A esperança renovada
    Há um novo ano que anuncia
    Os passos da felicidade na sua chegada

    E porque gosto de ti
    Companheira de viagem
    Que a minha companhia
    Não seja uma miragem

    E porque tocaste o profeta
    Com a delicadeza da tua terna mão
    No abrir das minhas portas
    Ilumino teu coração


    Um mágico 2008


    Um beijo da luz

    ResponderEliminar
  10. L I N D O ! ! ! ! ! !

    :-)




    Olha, creio que conheces
    mas senão...vai aqui ler um amigo que vais gostar ,-)

    http://instanteszt.blogspot.com/

    Beijos grandes*****

    I wishhhh'iu a hapi niu yer 2008!
    com muita Saúde & Alegria!!!

    :-)

    ResponderEliminar
  11. Um bom ano de 2008 para ti, Poesia Portuguesa. E já agora, tens um presente para ti no meu blogue ;)

    Beijo :)

    ResponderEliminar
  12. Convidamos todos os amantes da poesia a participarem no II Prémio de Poesia em Rede "Poemas da Minha Terra"

    ResponderEliminar
  13. Que coincidência engraçada. Eu costumo todos os Natais enviar um texto com um presente "virtual" e este ano foi exactamente este poema que escolhi. Ao lê-lo hoje não pude deixar de comentar este post e dar-lhe os parabéns. Vou passar a visitar e comentar :-)

    ResponderEliminar

Caros visitantes e comentadores:

Obrigada pela visita... é importante para cada um dos autores da poesia constante deste blogue que possas levar um pouco deles e deixar um pouco de ti… e nada melhor que as tuas palavras para que eles possam reflectir no significado que as suas palavras deixaram em ti.

E porque esta é uma página que se pretende que seja de Ti para TODOS e vice-versa, não serão permitidos comentários insidiosos ou pouco respeitadores daquilo que aqui se escreve.

Cada um tem direito ao respeito e à dignidade que as suas palavras merecem. Goste-se ou não se goste, o autor tem direito ao respeito da partilha que oferece.

Todos os comentários usurpadores da dignidade dos seus autores são de imediato apagados.

Não são permitidos comentários anónimos.
Cumprimentos,