sexta-feira, janeiro 25, 2008

Verde acinte


Imagem de Pedro Moreira



A minha retina
Enamorada
Com a minúcia melancólica
Do verde acinte
Nervurado

A todos os espaços
Lágrimas de prata orvalhadas
Se recolhem no debrum
Até ao leito das rotas
De um tempo breve
Que nos tem à escuta

Ambiguidade
entre o verso e o reverso
que se frui
a cada gesto
lentamente despojando
até à nudez final que só a língua testa

(Poema de ContorNUS)

8 comentários:

ContorNUS disse...

"Empréstimo" permitido do poema "verde acinte"

http://contornus.blogspot.com/2007/11/verde-acinte.html

É interesante vê-lo noutra perspectva literária

© Piedade Araújo Sol disse...

Bonito poema, que hoje nos dás a patilhar.

Parabéns à sua autora!

Vera disse...

Adorei o poema. Não conheço a autora mas vou espreitar e descobrir mais :)

Beijinhos

Peter disse...

Muito belo o poema. Aqui apreciei-o mais que a imagem

♥≈Nღdir≈♥ disse...

O tempo tomou conta da minha vontade… corre veloz ao sabor do vento…
Contudo… mesmo num desejo rápido, estou aqui… nem que seja apenas para desejar uma boa semana.
E parto… de novo sem promessas, porque não sei quando me será permitido voltar, fica então a vontade de regressar, um dia destes quando o tempo permitir…
Que fique o meu beijo e que dure pelo momento de ausência no espaço de um até breve.
Nadir

Baby disse...

Quanta saudade de ler poesia nestes espaços cheios de encanto e as tuas escolhas são sempre óptimas.

Até breve.

Anónimo disse...

*Ambiguidade
entre o verso e o reverso*

E na palavra nos entendemos! Uma escolha perfeita e em plena sintobia com a música, que o teu regresso seja breve e a tua mágoa se cure com as nossas palavras. O luto cura-se com o abraço dos outros, por isso aqui te deixo o meu abraço e a minha estima.

Z.

aDesenhar disse...

Ver_de acin_te
:-)
até já
regressa inundada em poesia
alaga a poética blogosfera

bom regresso.