Site Meter Poesia Portuguesa: No corpo que me abriste

Poesia Portuguesa

dedicado a todos os que gostam dela...

Quarta-feira, Março 19, 2008

No corpo que me abriste


Imagem de António Melenas


No corpo que me abriste, com amor,
Com amor lancei minha semente.
E a seiva germinou e se fez flor
E o verbo tomou forma e se fez gente
.
E quando sobre nós, lançando a dor
Nos separa o fascismo prepotente,
Tu não estavas só, pois em amor
Crescia a nossa filha no teu ventre
.
Recordo a tua imagem sorridente
Passando junto aos muros da prisão
(Por trás a velha Sé, o Tejo em frente)
.
E eu, preso à doçura da visão,
Bebendo no teu riso transparente
O orgulho que te enchia o coração


(Soneto de
António Melenas, dedicado a sua Esposa Adelina )


Até Sempre, Melenas



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