No corpo que me abriste

Imagem de António Melenas
No corpo que me abriste, com amor,
Com amor lancei minha semente.
E a seiva germinou e se fez flor
E o verbo tomou forma e se fez gente
.
E quando sobre nós, lançando a dor
Nos separa o fascismo prepotente,
Tu não estavas só, pois em amor
Crescia a nossa filha no teu ventre
.
Recordo a tua imagem sorridente
Passando junto aos muros da prisão
(Por trás a velha Sé, o Tejo em frente)
.
E eu, preso à doçura da visão,
Bebendo no teu riso transparente
O orgulho que te enchia o coração
(Soneto de António Melenas, dedicado a sua Esposa Adelina )
Até Sempre, Melenas
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6 Comentários:
Às 19 Março, 2008 11:43 ,
Maria Clarinda disse...
Só me resta em silêncio, estar junto a vós neste momento!!!!!
Às 19 Março, 2008 16:55 ,
Amita disse...
Um maravilhoso contador de histórias e poeta que permanecerá sempre entre nós.
Até sempre
Às 19 Março, 2008 17:04 ,
lena disse...
Esta mensagem foi removida pelo autor.
Às 19 Março, 2008 17:06 ,
lena disse...
um soneto tão doce, tão belo ...
viverá na lembrança de muitos, da nossa!
um partir que me deixou surpresa e é em silêncio que estou
Às 19 Março, 2008 23:41 ,
Anónimo disse...
Uma bela e doce homenagem. Decerto viverá na lembrança de seus amigos e familiares.
Duarte
Às 05 Junho, 2008 22:19 ,
Å®t Øf £övë disse...
Infelizmente temos vindo nos últimos tempos, a ver desaparecer de forma definitiva e irreparável muitas pessoas queridas que participavam nesta imensa comunidade bloguística.
Bjs.
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