Inocência

Pintura de Lucien Lévy-Dhurmer
É amena a hora e o tempo casto.
Na flor, o orvalho da manhã
estende-se em planos
indeléveis, indefinidos, breves,
qual pena em mão de criança
que do sonho nada teme.
E, sorrindo à brisa, se balança
indiferente ao conselheiro sem idade -
exponente pluriforme da morte -
em incauta obstrução à vulnerabilidade.
É amena a hora e o tempo casto.
Da silhueta ténue da rosa-menina
urge afastar densos passos
sobrepostos na tapeçaria da vida.
(Poema de Amita 'Fátima Fernandes')

15 Comentários:
Às 30 Julho, 2008 19:02 ,
alice disse...
belíssimo poema da amita, que muito gostei de reler aqui na poesia portuguesa. um grande beijinho cheio de saudades.
Às 30 Julho, 2008 19:21 ,
Heloisa B.P disse...
UM IMENSO ABRACO DE PARABENS, MINHA AMIGA******!
FELICIDADES JUNTO DOS QUE AMA!
Heloisa
.........
Às 30 Julho, 2008 19:22 ,
ZezinhoMota disse...
Que dizer de um poema tão belo, aliás, a que já me habituou a Amita.
Bjnhs
ZezinhoMota
Às 30 Julho, 2008 21:13 ,
RESSACA disse...
Aqui nasceu o Espaço que irá agitar as águas da Passividade Portuguesa...
Às 31 Julho, 2008 00:23 ,
RosaTeixeiraBastos disse...
Muito bonito, prima.
Às 31 Julho, 2008 10:40 ,
Raquel V. disse...
Belo, muito belo... suave... como ela também...
Beijo
Às 31 Julho, 2008 18:41 ,
Graça Pires disse...
"É amena a hora e o tempo casto". Tão belo como a inocência...
Um beijo.
Às 01 Agosto, 2008 14:40 ,
Amita disse...
Olá Otília
Não sei como te agradecer, como dizer-te em palavras a partilha e a amizade das letras que nos embalam.
Não sei falar-te dos poemas que pela caneta me passam em horas silenciadas...
Mas sei que todas as letras e os seus intervalos têm significado: o de Amor de Dádiva e de Amizade.
Falando um pouco de mim, tu sabes que este período é bastante difícil pelos afazeres que me clamam. Sozinha, sem solidão, é-me difícil desdobrar em três, porque duas de mim são escassas, para responder a todos os que me sentem e a quem devo estima e consideração. E são muitos...
Imensamente grata pelas palavras que me dirigiram através de ti e, minha amiga, apenas te desejo que cada dia te seja preenchido de sorrisos doces.
Um bjinho e uma flor
Às 02 Agosto, 2008 12:10 ,
Anónimo disse...
Tudo voltou à normalidade!!!! Não sabes como me deixaste feliz. Deixei uma msg no Menina Marota. Vai lá ler.
Kisssss da Isa
Às 02 Agosto, 2008 12:44 ,
rouxinol de Bernardim disse...
A excelência elevada ao clímax!
Às 03 Agosto, 2008 14:41 ,
JN disse...
As tuas escolhas são sempre fantásticas! Belo 'post' que aqui partilhas.
Estou de volta.
Cpmtos do JN
Às 03 Agosto, 2008 16:24 ,
Lucinha disse...
Olá visitando vc novamente, e desjo um domingo feliz. Que Deus ilumine seus caminhos..
Beijos carinhosos..
http://sonhosecarinhosdetimel.zip.net
Às 05 Agosto, 2008 12:03 ,
Paula Raposo disse...
Gosto muito de ler a Amita. Belo poema! Beijos para vocês.
Às 08 Agosto, 2008 09:23 ,
Anónimo disse...
um travo doce na amargura da sua poesia. gosto de a ler. é dificil entendê-la. palavras muito elaboradas. demasiadamente elaboradas sem atingirem objetivos. diria.
luisa amaral - allgarve
Às 12 Agosto, 2008 08:57 ,
Anónimo disse...
E, sorrindo à brisa, se balança
indiferente ao conselheiro sem idade -
exponente pluriforme da morte -
em incauta obstrução à vulnerabilidade.
palavras que fazem tanto significado quem como eu já passou dos sessenta anos e espera que a vida ainda lhe traga alguma brisa.
Cumprimentos respeitoso do
Pablo Ubijara
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