quarta-feira, setembro 17, 2008

Sabor a Chuva


Imagem de Jan Deichner


Terá o sabor da chuva
Roçando os lábios da infância.
Sedenta: a ave e a vida!
A ternura destruída.
E o mosto e a uva...
Suave fragrância!

Então dirás:
”Não tenho a coragem
De ir nessa viagem.”

Será o amor, será a vida...
A transparência surda do olhar!

E, devagar...
A ternura interrompida!

(Poema de
Ana Tapadas )

11 comentários:

Hélder disse...

Belo poema para o primeiro dia de outono neste nosso fim de verão.
Gostei do poema e da imagem, como sempre muito bem escolhida.
Fica bem.

Anónimo disse...

Mais um belo poema magnificamente ilustrado
Beijinho

Ana Tapadas disse...

Não, não me importei...citou-me, logo tudo bem.
gostei muitíssimo do seu blogue e...lindas imagens.
Obrigada!

Eduardo Aleixo disse...

Que o poema seja só da ternura ...interrompida.
E que renasça, com a Primavera.
Poema bem construído. Com as palavras lindas e rigorosas no sítio. Mas triste. Como é a vida às vezes. Gostei de ler. E de conhecer.
Abraço.
Eduardo

elvira carvalho disse...

Gostei do poema e da imagem. Uma completando a outra.
Um abraço

Graça Pires disse...

O sabor da chuva.Um belo poema da Ana Tapadas.
Um beijo.

Amita disse...

"A transparência surda do olhar"
Uma frase que muito diz.
Um belo poema e imagem.
Um bjinho e uma flor

Ana Tapadas disse...

Obrigada a todos ...e muito especialmente à POESIA PORTUGUESA!

heretico disse...

poema muito bonito.

beijos

Paula Raposo disse...

Um bonito poema com uma imagem linda!! Beijos.

manela disse...

Que poemas maravilhosos
Com muito bom gosto e imagem linda!!!
Beijinhos Manela