sexta-feira, janeiro 30, 2009

pálpebras


Imagem de Carole C.Oueijan


toda a noite acordei com vozes.
a minha,
a tua...
não havia gritos,
mas sussurros...
era noite!
o sonho nunca se misturou com o sono
ou o sono se misturou com o sonho.
não houve sono ou sonho, não houve pesadelo.
toda a noite os meus olhos abriram e fecharam.
pálpebras exaustas na tentativa de falar.
tímpanos doridos na tentativa de calar.
toda a noite...
não houve um minuto para silêncios.
os sussurros cansaram,
descansados.
toda a noite te ouvi a ti!


(Poema da Pin Gente)

28 comentários:

Teresa Durães disse...

já o tinha lido e gostado

pin gente disse...

olá
obrigada pela visita e obrigada por me teres "roubado".
sabes que até gostei de me ler?

um beijo
luísa


ps - bonito o mosaico que escolheste

Só Eu disse...

Fico muito feliz por teres "roubado" este belissimo poema duma Poetisa que me fascina.
Gosto do teu espaço. Vou voltar
Beijinhos

Poesia em Rede disse...

Convidamos os amantes da poesia a participar no Terceiro Prémio de Poesia em Rede!

Paula Raposo disse...

Um belo poema!! Beijos.

Ana Tapadas disse...

Lindo ea imagem escolhida é excelente!

© Piedade Araújo Sol disse...

já tinha lido este poema na casa da autora.

eu gosto muito do que ela escreve.

o poema é muito bom.

beij

Anónimo disse...

Lindo!!!!! Belo espaço e poesia!!! Não sabia quera teu!!
Beijoosss na tua alma!!!
Joana ;)))))))))))))

Maripa disse...

Amo o que a Pin Gente escreve.

Sou admiradora incondicional da Luísa.

Beijinho.

Grata pela escolha.

Anónimo disse...

Vou passando para te ler, comentando com este poema de Carlos Drummond de Andrade


Beij

A.H.


Indagação

Como é o corpo?
Como é o corpo da mulher?
Onde começa: aqui no chão
ou na cabeleira, e vem descendo?
Como é a perna subindo e vai subindo
até onde?
Vê-la num corisco é uma dor
no peito, a terra treme.
Diz-que na mulher tem partes lindas
e nunca se revelam. Maciezas
redondas. Como fazem
nuas, na bacia, se lavando,
para não se verem nuas nuas nuas?
Por que dentro do vestido muitos outros
vestidos e brancuras e engomados,
até onde? Quando é que já sem roupa
é ela mesma, só mulher?
E como que faz
quando que faz
se é que faz
o que fazemos todos porcamente?

Carlos Drummond de Andrade

Chinezzinha disse...

Que lindo blog com belos poemas e imagens.
Parabéns!
Beijos

Chinezzinha disse...

Que lindo blog com belos poemas e imagens.
Parabéns!
Beijos

Chinezzinha disse...

Que lindo blog com belos poemas e imagens.
Parabéns!
Beijos

Chinezzinha disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Maria Clarinda disse...

Maravilha de "roubo"...
Parabéns às duas.
Jinhos

Rafael Castellar das Neves disse...

Linda poesia....linda mesmo...ótimo começo de dia...

Parabéns...

luiz césar baptista disse...

parabens pelo blog

já agora dá uma olhada em

luizcesarbaptista.blogspot.com

Mari disse...

Lindo blog.Parabéns.

Mari disse...

Lindo blog.Parabéns.

Bruce disse...

Cheguei agora ao teu blogue e só posso dizer que aplaudo a tua iniciativa de divulgar a poesia portuguesa e continua que tens aqui um espaço fantástico.

Belo poema... cheio de significados.

Cleopatra disse...

Há um premio de Blog Mágico para um Blog mágico - este. :-)))

JAC disse...

Belo, mágico, contempativo...

o que se quiser...

aliás a poesia é isso
....

e muito mais!

as velas ardem ate ao fim disse...

É lindo!

um bjo

Graça Pires disse...

Belo o poema da Pin Gente: Toda a noite acordei com vozes. A minha a tua... Ficamos em silêncio para ouvir.
Um beijo MM.

tecas disse...

Muito bonito, este poema. Uma boa escolha.Às duas um aplauso, num bji amigo
Tecas

Bob disse...

Ola, tudo bem?
Que blog lindo,estou passando para propor parceria a você, com a troca de links ou banner.Eu adiciono seu lin no meu blog e vc o meu.Seria otimo para aumentar nossas visitas e com isso trazer novos leitores para apreciar nosso trabalho.Tambem tenho um banner np meu blog, se quiser adicionar ao seu é só copiar o código que ta la, e colar.Aguardo resposta.Um super abraço;

http://poemasepoesias-blog.blogspot.com/

Jaime A. disse...

toda a noite as pálpebras abriam, fechavam na tentativa vã do voo incerto;
toda a noite te ouvi de fugida,
o sono não misturado,
o medo em pedaço cotejado...

(Adorei, Pin Gente. Bem-hajas menina marota, pelo teu labor de difusão)

Diogo Chaves disse...

Um bom poema de facto. Gostei do Blogue. Passa no meu http://asasdacreatividade.blogspot.com/

**