quinta-feira, dezembro 23, 2010

Natal.



Natal de quê? De quem?
Daqueles que o não têm?
Dos que não são cristãos?
Ou de quem traz às costas
As cinzas de milhões?
Natal de paz agora
Nesta terra de sangue?
Natal de liberdade
Num mundo de oprimidos?
Natal de uma justiça
Roubada sempre a todos?
Natal de ser-se igual
Em ser-se concebido,
Em de um ventre nascer-se,
Em por de amor sofrer-se,
Em de morte morrer-se,
E de ser-se esquecido?
Natal de caridade,
Quando a fome ainda mata?
Natal de qual esperança
Num mundo todo bombas?
Natal de honesta fé,
Com gente que é traição,
Vil ódio, mesquinhez,
E até Natal de amor?
Natal de quê? De quem?
Daqueles que o não têm?
Ou dos que olhando ao longe
Sonham de humana vida
Um mundo que não há?
Ou dos que se torturam
E torturados são
Na crença de que os homens
Devem estender-se a mão?

Poema “Natal de 1971”

 de Jorge de Sena in, De palavra em punho





FELIZ NATAL

8 comentários:

  1. Oportuno e tão atual. Que mudou, afinal, que não esteja escrito neste poema? Nada.
    Feliz Natal
    Um abraço do
    JB

    ResponderEliminar
  2. Muito bem escolhida a musica não fiz referência a ela, acho que devo referir.
    JB

    ResponderEliminar
  3. Passei aqui lendo. Vim lhe desejar um Natal agradável, harmonioso e com sabedoria. Nenhuma pessoa indicou-me ou chamou-me aqui. Gostei do que vi e li. Por isso, estou lhe convidando a visitar o meu blog. Muito simplório por sinal. Mas, dinâmico e autêntico. E se possivel, seguirmos juntos por eles. Estarei lá, muito grato esperando por você. Um abraço e fique com DEUS.

    http://josemariacostaescreveu.blogspot.com

    ResponderEliminar
  4. Querida Amiga de tantas jornadas poéticas.
    Continua seguindo este caminho belo da poesia que enche a sua alma de encantamento.
    Tantos anos depois e este blogue continua vivo graças ao seu grande esforço.
    Eu agradeço as bençãos que a sua poesia e a dos autores que partilha me dão.
    Creia-me sempre seu eterno seguidor naquilo que de mais belo tem a palavra: a poesia.

    Pe. Vitorino

    ResponderEliminar
  5. OTÍLIA

    Nos teus blogs admira-se e aprecia-se em primeiro lugar,obviamente, o que é da tua autoria e que, muitas vezes é bâlsamo para a alma de quem te lê.

    Mas tu tens ainda a virtude de partilhar com os teus muitos leitores, poesia da mais apreciável que, se não fora por TI, não seria divulgada.

    Um carinhoso obrigado.
    Tudo de bom para TI

    Carlos Ferreira

    ResponderEliminar
  6. COMO PARTICIPAR NAS EDIÇÕES DO EPISÓDIO CULTURAL?
    O Fanzine Episódio Cultural é uma publicação bimestral sem fins lucrativos, distribuído na região sul de Minas Gerais, São Paulo (capital), Belo Horizonte e Salvador-BA. Para participar basta mandar um artigo: poema, um conto, matérias (esporte, arte, sociedade, curiosidades, artesanato, artes plásticas, turismo, biografias, sinopses de livros e filmes, curiosidades, folclore, moda, saúde, esporte, artes cênicas, biografias, etc.) em Times Roman 12.

    Mande em anexo uma foto pessoal para que seja publicada juntamente com a matéria. Se desejar, você pode enviar uma imagem correspondente ao assunto abordado. Caso o artigo não seja de sua autoria, favor informar a fonte.

    PARA ENTRAR COM CARLOS (Editor)
    Facebook: http://www.facebook.com/profile.php?id=1464676950&ref=profile
    machadocultural@gmail.com
    http://www.fanzineepisodiocultural.blogspot.com

    ResponderEliminar
  7. Não conhedia e por acaso encontrei
    Mas não li toda a poesia
    Para isso cá voltarei
    amnhã, depois ou qualquer dia.

    MAS GOSTEI !!!

    ARFER

    ResponderEliminar

Caros visitantes e comentadores:

Obrigada pela visita... é importante para cada um dos autores da poesia constante deste blogue que possas levar um pouco deles e deixar um pouco de ti… e nada melhor que as tuas palavras para que eles possam reflectir no significado que as suas palavras deixaram em ti.

E porque esta é uma página que se pretende que seja de Ti para TODOS e vice-versa, não serão permitidos comentários insidiosos ou pouco respeitadores daquilo que aqui se escreve.

Cada um tem direito ao respeito e à dignidade que as suas palavras merecem. Goste-se ou não se goste, o autor tem direito ao respeito da partilha que oferece.

Todos os comentários usurpadores da dignidade dos seus autores são de imediato apagados.

Não são permitidos comentários anónimos.
Cumprimentos,