terça-feira, setembro 27, 2011

"De amor nada mais resta que um Outubro"

O Outono já entrou e Outubro está a chegar fazendo ressaltar todas as lembranças associadas a este tempo, num misto de saudade e orgulho, porque em cada estação, em cada ano que passa, a memória aviva-se em lembranças de um tempo que está marcado a ternura e alegrias, tal como está a inicial O do meu nome de baptismo.

Os O’s de mim… costumava rir-me ao referi-los.

Do Outono guardo a memória de uma certa infância calcando as folhas secas da Serra de Sintra que percorria pela mão do meu Avô esperando as queijadinhas que me iria oferecer de mimo… o cheiro da terra a anunciar a chuva e a ternura com que a minha Mãe lia poesia perante uma assembleia atenta.

Do Outubro, anos mais tarde, recordo as viagens a Malange, a visão das Palancas Negras, animais imponentes, misteriosos, que avistava ao longe, enquanto percorríamos os quilómetros que nos levariam às Quedas do Duque de Bragança (designadas, presentemente, com outro nome) um local cujas palavras não conseguem traduzir o verdadeiro sentimento que se tem frente à grandiosidade da Natureza.

Pelo caminho, passávamos pelas “Pedras Negras” que eram enormes pedras com centenas e centenas de anos e que estão aliadas a uma lendária história de uma rainha africana de nome D. Ana de Sousa.

Vem este preâmbulo a propósito da ideia que o Poesia Portuguesa a partir de Outubro e, em parceria com o
Sons da Escrita, vai impulsionar.

Como sabem, este é um blogue de divulgação da poesia de Blogues Portugueses e de autores que através deles partilham a sua poesia com o mundo internético.

Dentro da selecção mensal aqui partilhada, o poema mais comentado terá, no início do mês seguinte, um prémio de incentivo ou seja, a gravação em vídeo efectuada pelo
Sons da Escrita na voz de José-António Moreira e publicitado no Youtube.

Deixo-vos o poema de Natália Correia "O sol nas noites e o luar nos dias" na voz de José-António Moreira a quem agradeço, desde já, a gentileza da
Parceria .



(desligar, por favor, a música de fundo, para ouvir o vídeo)

5 comentários:

IMaria disse...

Uma ideia interessante e esperando que não sejam esqueccidos os poetas mais novos, sem nome, mesmo naifes. Um abraço.
isabel

Anónimo disse...

Oh ...Malange, as Quedas do Duque de Brangança (hoje lhe chamam de Kalandula)Forte Républica hoje Massango,..tudo bom mas com o poema da N.C. melhor. Beijinhos Menina

Tretas

A.S. disse...

Quanta saudade!... contudo sempre nos encontramos nas palavras!

Um grande abraço!
AL

Leonel Mota e Silva disse...

Uma ideia genial! Vamos nessa! Precisamos de bons incentivos neste país em que tudo vai mal. E num país de poetas.
É pena ser pouco divulgada esta iniciativa que irei anunciar aos meus amigos. O poema da Natália é fantástico sempre gostei de o ler e está muito bem dito pela voz do diseur que não conhecia mas vou muito a tempo de descobrir.
Parabens por fazer algo tão positivo pelos autores anónimos.




Um abraço
Leonel

Maria João Brito de Sousa disse...

Que belíssima ideia a do Passatempo e da parceria com a Sons da Escrita!
O José-António Moreira diz magistralmente este soneto da Natália!
Só vos posso deixar os meus parabéns e o meu agradecimento por terem reparado naquele Mar que, tantas vezes, "vive" dentro de nós, poetas!
Outro enorme abraço desde uma ligação inpensavelmente difícil de conseguir :)