sábado, maio 12, 2018

fronteira


Desenho de Christine Alfery

quando conversam, falam a mesma linguagem,
usam o mesmo tom.
entoam a mesma intensidade.



falam para lá das línguas do mundo, 


num momento sem tempo,
num local sem fronteira,
num espaço onde só cabe o namoro,
no momento de extase entre a brisa do vento 


e as folhas das árvores,
no deleite transmitido entre os bicos de pássaros 


em amores de primavera,
no gozo emanado entre os dedos das mãos que saboreiam,
até a infinitésima parte do segundo ,
que antecede o toque que preside ao começo do seu entrelaçar,
do segredo revelado entre o sussurro das ondas e a areia.



em cada movimento um enamorado mar!



falo então comigo. tanto.



tornei-me um explorador em euforia
por ter descoberto o mais intenso palpitar.
batendo incessante.



o coração. meu.

Poema de Joaquim Amândio Santos 
in, "pedra sobre pedras" s/nº. de págs.

8 comentários:

  1. Gostei muito deste poema de um autor que desconheço. Vou estar atenta...Uma boa semana, minha Amiga.
    Um beijo.

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  2. Não o conhecia. Quantos poetas estão espalhados por esse mundo fora com versos que convidam à reflexão ou a amar!
    Agradecido quedo.
    Abraços de vida

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  3. Depois de me deliciar com mais uma publicação/poema deliciosa/o, deixo votos de um feliz fim de semana.
    .
    * Amor feito de pura verdade *


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  4. Não conheço o autor e/mas gostei
    do escorrer suave, lento
    do vagaroso alento
    que se colhe da sua palavra.

    Frondosa é a árvore que nos acolhe,
    entre folhas e versos, até ao limite
    do tempo que se abeira inexoravelmente
    do precipício da fronteira.

    Dias felizes!

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  5. Belíssimo poema, amigo! É o palpitar da emoção que em cada coração é diferente em sentimentos. Parabéns! Grande abraço. Laerte.

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  6. Digo: amiga Otília! Pois agora sei de quem seja o blog. Escusas! Otília estás como seguidora minha no meu blog? Grande abraço! Laerte.

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  7. Amei este poema. Por alguns segundos revivi momentos sagrados, que guardo no coração...
    Obrigada, Guacira

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  8. Olá Otília! Tomara que só coubesse o namoro que não houvesse fronteiras e que a linguagem universal fosse poeta.
    Bjs

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