sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Loas à chuva e ao vento...

As pequenas gotas batiam na janela, embalando o meu sono. Aconcheguei melhor o rosto na almofada e recordei um Poema que em tempos li. Deixo-o aqui…



Chuva, porque cais?
Vento, aonde vais?
Pingue... Pingue... Pingue...
Vu... Vu...Vu...
Chuva, porque cais?
Vento, aonde vais?
Pingue... Pingue... Pingue...
Vu... Vu...Vu...
Ó vento que vais,
Vai devagarinho.
Ó chuva que cais,
Mas cai de mansinho.
Pingue... Pingue...
Vu... Vu…
Muito de mansinho
Em meu coração
Já não tenho lenha
Nem tenho carvão...
Pingue... Pingue...
Vu... Vu…
Que canto tão frio,
Que canto tão terno,
O canto da água,
O canto do Inverno...
Pingue...
Que triste lamento,
Embora tão terno,
O canto do vento
O canto do Inverno...
Vu...
E os pássaros cantam
E as nuvens levantam.

(Poema de Matilde Rosa Araújo in "O Livro da Tila")

Desconheço a autoria da imagem, a quem souber, agradeço indicação de autor...

40 comentários:

Nunca é tarde disse...

Não conhecia...
a reter este cantinho

Era uma vez um Girassol disse...

Uma doçura...
Também não conhecia e é por isso que aqui venho!
Bjs

Manel do Montado disse...

A excelência é o teu status quo, a poesia o teu primus modus operandi.
Continua, que bem que me sinto aqui e noutros lugares onde te leio.
Beijo

Amélia disse...

Foi-me bom encontrar o seu blogue...Virei mais vezes

wind disse...

Muito terno :) beijos

Su disse...

fiquei lendo e gostando, desse triste lamanto
jocas maradas

Pink disse...

Poema ternurento daqueles que se deve começar a ler às crianças para elas começarem a ganhar o gosto pela leitura e pela poesia. Calro que os adultos também gostam! :-)

Um beijo e bom fim de semana

maryy disse...

Muito lindo seu blog!!! Com poemas de bom gosto! Obrigado pela sua visita no meu cantinho ;)
Um beijinho e um bom fim de semana

Anónimo disse...

Adoro o teu blog, pk alguns desses poemas tem haver comigo, bjs.

Zeca disse...

De cada vez que aqui arribo, só me dá vontade de te roubar tudo.
Mas a pouco e pouco vou levando a água ao meu moinho.
São este posts que engradecem o Plagiadíssimo.
Obrigado pelas visitas.

Mr. D disse...

O poema está muito mimoso... e eu nem sou um fanzoca do Matilde R. A. Gostei também muito do teu blog. Parabéns.

lena disse...

é ternurento e gostei de o ler
este canto ao inverno, onde o frio se faz sentir, o pinque, pingue de cada verso e sentir que os pássaros cantam

boa escolha

continua e muita força, este blog é um exemplo onde a poesia se faz sentir

beijinhos muitos espero que estejas completamente restabelecida, a tua ausencia foi sentida

lena

Cristina disse...

Que ternura neste poema tão lindo
:)
beijinhu
P.s.
Só hoje reparei que és a menina marota rsrsrsrsrs
:)

≈♥ Nadir ♥≈ disse...

Uma lufada de ar fresco, obrigado por partilhares :)
Bjx

Vera Cymbron disse...

Delicioso poema, ternurento...
Jinhos

Maria Costa disse...

Há quanto tempo não lia Matilde Rosa Araújo, foi agradavel este encontro com esta leitura.
Beijinhos.

bravo disse...

A prova cabal que simples não implica vulgar. Uma boa semana!

GNM disse...

Chuva

Repentina de improviso,
Antes da hora marcada,
Sem licença nem aviso,
Chega a chuva viajada.

Já foi mar que já foi rio,
Chegado à foz da nascente,
Já foi neve em dia frio,
Já foi nuvem, já foi gente.

Vejo-a da minha janela,
São tantas as formas da água,
Olho-a hoje, julgo-a bela,
Já foi lágrimas de mágoa!


Deixo-te também um sorriso...

Anónimo disse...

Gostaria de saber o nome da canção q tens no teu blog, pk adoro-a.

lique disse...

Uma delícia! Sabe bem ler no quente, naqueles dias de chuva... :)
Beijinhos

Delfim Peixoto disse...

Nessa poesia ouço as notas que poderia tocar em violoncelo, ou em piano, sem deixarde ouvir o vento!
Obrigado

mixtu disse...

... e os pássaros cantam ...
jinhos amiga

Thiago Forrest Gump disse...

Divertido diria! :D


Beijinhos

poemar disse...

É com agrado que felicito a ideia de criação deste espaço. Força. Convido para fazeres uma visita ao poemar. Tudo de bom.

marco disse...

taaao lindo, belo poema

lena disse...

adoro vir até aqui e sentir a poesia que partilhas, uma delícia especial que reli de novo

beijinhos muitos para ti

lena

lena disse...

adoro vir até aqui e sentir a poesia que partilhas, uma delícia especial que reli de novo

beijinhos muitos para ti

lena

Sulista disse...

Atão rapariga que é feito de ti??
Dá noticias Amiga ;-)

Beijinho e um Abraço Grande!

T. disse...

«que canto tão terno», este!

meu beijinho de boa noite.

Leonoretta disse...

ola marota.
estás melhor? diz-me como vais.

o poema da rosa é lindo. simples. o problema da poesia é faze-la simples.

beijinhos da leonoreta

Carlos Ferreira disse...

Admirador de sempre do "Portuguesa Poesia", visito-o com muita frequência. Por dois motivos principais: porque me deleito com a sua leitura e porque me emociona a tua sensibilidade. E porque aprendo, também.
Abraço muito terno.

jocapoga disse...

Obrigado pela visita à minha loja de aldeia.
Obrigado por me ter dado a conhecer um blog rico, ou, ou rico blog.
Gostei e para rimar - voltarei

jocapoga disse...

Certo Marota?

LdS disse...

Obrigado, novamente, pela sua visita. Venha mais vezes. Comente, diga coisas.

Betty Branco Martins disse...

Não conhecia

É uma doçura...

Obrigada pela partilha - tão bela

Beijinhos

óssóbó disse...

o som da paz de espírito é quase inaudível para alguns, para outros ,algo, comum...

Helder Ribau disse...

parabens pelo blog :)

ditosecontos.blogspot.com

lazuli disse...

porque hei-de escrever o que tudo já está dito?
Porque as palavras são sempre novas, como um suave efeito de boomerang. Voltam para ti, num outro abraço, numa outra latitude.

kinha disse...

Deste gostei. E lembrei-me da Heidi e do sítio onde nasci, na Alemanha. Bom dia. Um beijinho.

aaron@iol.pt disse...

Eu também gostei. E sempre aprovo as tuas escolhas. Posso dizer que são excepcionais!!
Tem um bom fim de semana. Beijitos.