
Imagem de Barbara Mathews
falo-te em Maio do pão
dias de Abril que lá vão
em Maio por ter de ser algo maior que o viver
grita em Maio a Primavera
lamenta-se quem fica à espera
perdido na contradança de perder de si a esperança
e há sempre punhos cerrados contra muros de opressão
feridas as mãos de Maio
como se flores em desmaio
feridas as flores no chão
por temores alucinados e combates de uma vida
a combater pelo pão
mas chega já Maio ao mar de giestas descobertas
numa ânsia de crescer
que não se vende o amor
e mesmo as nuvens incertas tapam o Sol por temor
de que lhes morra o voar por não saberem crescer
e eu aqui a falar de pão neste Maio de espantar
dias de Abril que lá vão
e há tanto aí por crescer
e há tanto amor por amar
que o mar nem chega a secar por mais que o seque o Verão.
(Poema de Jorge Castro)
Poema digno de figurar mass melhores Antologias de Poesia Portuguesa. Beijos
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ResponderEliminarolá
ResponderEliminarnão nos conhecemos mas apoio a "publicação" da poesia portuguesa. temos poemas muitos bonitos.
música também fantástica.
parabéns,
berta
Muito grato pela referência... Que mais poderá desejar quem solta as palavras ao vento do que aperceber terem elas colhido os ecos inesperados?
ResponderEliminarComo refiro, lá pelo Sete Mares, fica-me a pena de não estar presente em Vermoim para poder, também, ouvir cantar Maio e até - quem sabe? - cantá-lo, também.
Havemos de falar disso...
Um abraço grande.
Jorge Castro
conheci o Jorge Castro no encontro de blogs de Santarém e gostei tanto da poesia dele como de ouvi-lo dizê-la, e este é um poema bem belo, a par com a foto cujo matizado de cores nos mostra que na natureza se pode encontrar a verdadeira paleta do pintor!
ResponderEliminarObrigada por ter passado no meu blog.
Um abraço
Teresa David
Esta tua forma de dar a conhecer poesia de autores que não sendo famosos e muito conhecidos, escrevem muito melhor que muitos que por aí leio de grande renome!!!
ResponderEliminar== e eu aqui a falar de pão neste Maio de espantar
dias de Abril que lá vão
e há tanto aí por crescer
e há tanto amor por amar
que o mar nem chega a secar por mais que o seque o Verão. ===
fabuloso este poema de um autor que desconhecia por completo, mas que prometo ir conhecer melhor.
Bjinhossss
Que distraído vizinho de Vermoim que não sabe destes poemas de Maio...
ResponderEliminarBelo!
jorgesteves
Jorge Castro é um poeta que nos canta a realidade e a força da vida. Gosto muito de sua poesia.
ResponderEliminarO poema aliado à imagem é soberbo. Beijão pra vc
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