sexta-feira, agosto 04, 2006

Amor


Trabalho a lápis de Carlos Peres Feio


(poema a escrever hoje, ou nunca)


não dei por ele,
talvez brisa no
pescoço
e na orelha,
o primeiro arrepio de prazer
talvez tenha sido isso
leve, começo a senti-lo
refresca-me
mas cresce,
torna-se forte
antevejo um tornado,
com todos os sentimentos
no centro
a elevar-se em
espiral,
para fora de mim e
do mundo dos ventos
amor-vento
já uma tempestade
abre-me os olhos,
amor-água
escorre-me pelo rosto
pelo corpo
as cordas das velas do meu passado
esticam rangem vibram,
as cruzes nelas bordadas
partem com o vento
e a minha alma fica
branca
pura
disponível
para receber as tuas marcas,
só as tuas!


(Poema de Carlos Peres Feio)

16 comentários:

  1. Pela primeira vez sou o primeirinho a comentar e uma maravilhosa obra de arte!! A musica escolhida é excelente. Prima como sempre pelo bom gosto, Poesia!
    Um carinho pra si

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  2. Venho todos os dias ao teu blog, este poema está excelente, bom fim de semana, bjs.

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  3. Aqui me quedo
    imóvel
    silente
    de alma branca e clara
    bebendo a luz
    que nas cordas do vento
    as velas desfralda
    em belas palavras

    Felicito-te Poesia Portuguesa pela partilha da belíssima imagem e poema. Parabéns ao autor.
    Nos meus espaços deixei, com carinho, um singelo agradecimento para ti, Poesia.

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  4. Oi

    Gostei do poema
    Um bom fim de semana e uma boa semana
    beijos
    della

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  5. Querida PP
    Não deixo de cá vir...
    Um beijo
    Daniel

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  6. Regressado, não deixei de vir visitar a poesia.

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  7. Já viste?
    Hoje ando a visitar as "capelas todas" e a actualizar os meus favoritois... que isso de linkar vai ser mais para o inverno, nos dias de frio, pois nos dias de chuva vou para a rua molhar os pés...
    Boa semana.

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  8. não sei comentar tal poema, só a emoção que desperta. E não será afinal isso que interessa?

    beijo

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  9. O amor...é sempre uma escolha acertada!! Belo quadro!! Mais uma vez o teu bom gosto a imperar...
    Beijo pra vc

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  10. Lindo e tão romantico; adoei, de verdade!!!
    Beijosssssss da Claudinha

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  11. quem me dera saber escrever poemas de amor...

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  12. Barcos navegando à nora à espera do sopro do coração...assim somos disponíveis ao amor...gostei da abordagem...

    Aproveito e convido-os a visitar o meu blog impregnado de poesia:

    http://samantarmohi.blogspot.com/

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  13. Poemas fantásticos,apesar deste ser o meu preferido!!Muito boa escolha!Beijinho

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  14. Moro em Taubaté, São Paulo, Brasil e não posso deixar de comentar um belo poema. Também escrevo, mas, ainda procuro meu lirismo que se esconde entre o material e sentimental da minha alma, porém, tenho certeza que ele me rodeia.

    Um grande abraço e parabéns por tão bela obra de arte!

    Clebber Bianchi

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  15. Adorei o seu poema. Voltarei concerteza outras vezes.
    Fique bem
    Ana Paula

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