quarta-feira, agosto 01, 2007

Silêncio


Imagem de autor desconhecido


Diz-se o silêncio,
Não são precisas palavras,
Fala-nos por si e no meio de tanta gente,
Faz-nos sentir quanto é premente,
Vencer as barreiras que nos aporta o tempo...

Diz-se o silêncio,
Impõe-se, belisca-nos, agita-nos...
Porque nos mexe na alma e nos morde o corpo
Ao trazer até nós a premência, a urgência,
que nos impele ao outro...

Diz-se o silêncio,
Ele é de ouro ou de prata,
Porque nos eleva,
Mesmo quando a saudade mata,
Sobe em nós a temperatura da consciência,
Ao penarmos pela ausência,
Mas sabemos que há uma memória que cura
e uma esperança que colmata...

(Poema de
Beatriz Barroso in Porosidade Etérea)


Ouvir o poema na voz de Luís Gaspar
(Desligar p.f. a música de fundo para ouvir o poema)

12 comentários:

  1. Miguita depois de uns dias ausente, estou de volta para ler as tuas belas escolhas. Imagem fabulosa pra um poema muito belo!
    Beijo pra autora e pra ti poetisa MM!!!

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  2. Lindo poema, parab�na pela escolha. Bjs para voc� e para a Beatriz Barroso.

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  3. Lindo este poema, como sempre uma escolha magnífica.Jinhos

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  4. Realmente a minha prima diz coisas bem interessantes ... Coisas dela mas que dizem tanto a alguns ...

    Salvé prima!!!

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  5. Leio e ouço o silêncio à transparência de um cristal de luz de brilho intenso.
    Belos o poema, a voz e o acompanhamento musical.
    Parabéns.
    Bj.

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  6. Lindo! No silêncio conseguimos ouvir os clamores da nossa alma, nos avaliar, ou viajar nos sonhos. O silêncio que encanta, alegres, ou o silêncio que nos apavora, tristonhos.
    Bom fim de semana! Fique com Deus!
    Bjs

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  7. Outro lindo poema que me dás a ler PP. Nem imaginas a poesia, poetas e poetisas, que neste teu sítio me deste a conhecer e saborear... foram muitos! Não conheço Beatriz Barroso mas este "Silêncio" está muito lindo! Abraço...

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  8. Um poema que é um cautério para cicatrizar as feridas de um quotidiano agreste.

    Há que dulcificar a poesia...

    Assim, sim!

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  9. naenorocha1@hotmail.com04 agosto, 2007 02:46

    POETAGEM

    O poeta se mostra com papel e lápis
    Por eles vive como em seu próprio alojado
    E não fica morando.
    Elabora o feitio do personagem,
    Colore-o das cores que lhe aprouver
    Geralmente cores que lhe arremetem a escândalos
    Dá-lhe um sentimento, uma postura barroca,
    Cinzela-a, pincela-a,
    (designer de Deus criando para si próprio)

    O poeta estraga o permanente vivo
    - é o seu protótipo quem modela.
    Move-se com cordas de cristais
    De convicção humana queimada
    Sempre e sempre na validade.
    O breu de brumas toma forma
    E deixa a gente disforme.
    Olhado da janela panorâmica
    Onde a mente se debruça
    Para intrometer-se fora e dentro
    Para o contrário
    Para a urdi-métrica do delírio
    Decifra-se em tons e acordes de poesias.
    Benfeitor, transfigurador, ativo
    Do apogeu da vida.
    Ele é o próprio camarim em seus áureos dias
    Em que lhe visitam filas militares.
    Conviva e influente dos imortais
    Ouvindo sem prestar nunca atenção, e propondo silêncio
    Para se meter na chuva com a arrimo de Cervantes
    Ordenado o seu exército em guerra contra a loucura,
    Dos amores, das visões dos e dos moinhos.

    Louco andarilho da América Teresina,
    Taquígrafo de códigos inconcebíveis,
    Concretiza na palavra a sua possessão.

    Um beijo
    Naeno
    www.poemusicas.blogspot.com

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  10. MEU RIO

    Chore não
    Um rio não morre à toa
    Corre na terra e não voa
    Rio não é avião
    É só um leito assentado
    Eternamente pousado
    Entre as agruras do chão
    O rio é um berço da infância
    Onde se banha a lembrança
    Do nosso corpo molhado
    O rio é uma estrada d’água
    Onde lavamos a mágoa
    De um sonho não consumado

    Falo do meu próprio rio
    Rio que já faz tempo
    Vai morrendo pouco a pouco
    Vai pouco a pouco morrendo
    Falo só desse rio
    Que deságua no meu peito
    Cheio de peixes graúdos
    E de meninos pequenos
    Falo de um rio bonito
    Que existiu noutro tempo
    E hoje persiste mito
    Pela poesia que invento.

    Um beijo
    Naeno

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  11. Olá a todos !
    Viva!
    Sou Beatriz Barroso a autora deste poema o "silêncio". Obrigada a quem com tanta generosidade me deu a saber os seus comentários . Editei um livro pela Chiado, intitula-se "Os Nós do Tempo e o Tempo de Nós: A Rima de Nossas Lembranças" . Espero que gostem de o ler e o comprem, pois ele fala de Amor , da Vida, do Tempo , da Luta e da nossa Sobrevivência". Sejam muito Fleizes. Não se esqueçam! Poderão contactar-me quando quisere, o meu e.mail: beatrizbarroso52@gmail.com. Ao vosso dispôr!

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  12. E porque a poesia me canta e encanta ....

    um dia ...

    Um dia vou levar-te comigo,
    Não me perguntes quando e como,
    O que importa é que já quase te tenho aqui,
    Quero-te primeiro agarrado,
    A esta minha intenção,
    De te deixares levar a um lugar diferente,
    Feito de muito sonho e de magia.
    Lá ficaremos os dois, seguramente,
    Entre flores de muitas cores.
    Para podermos respirar a harmonia,
    Entre os cantos das aves,
    Para podermos recordar a mais bela melodia,
    Entre criianças que soltam seu riso,
    Para nos lembrarmos como é a alegria.
    Entre gente que vive feliz,
    Para ganharmos a ideia de Paraíso.
    Um dia, vou levar-te comigo,
    A esta vontade de meu coração...

    Beatriz Barroso

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