segunda-feira, abril 23, 2012

Escultura de palavras

Pintura de Brenda Burke


Na terra das palavras abandonadas
Dos sonhos invisíveis
E da terra suja e molhada
Ouço um grito longínquo
Que me diz ser uma parte de mim!

Respondo com a minha ingenuidade
Mostro-lhe as minhas pétalas
E ergo-me sua escrava
Orgulhosa da minha condição!

Tento tocar-lhe
Mas ele diminui o seu volume
Foge pelo imaginário
E distancia-se da minha realidade!

Choro
Dou o meu próprio grito
Ouço-me novamente
E percebo que eu própria sou vários
Que nunca me deixarão sozinha!

Poema de Teresa Poças

5 comentários:

Teresa Poças disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Teresa Poças disse...

Estou extremamente feliz por ter sido selecionada! Os meus olhos estão a brilhar com ainda mais intensidade do que o meu sorriso e isso significa felicidade verdadeira!

Anónimo disse...

Uma bela imagem para não menos belo poema! É sp um prazer visitar este blogue dedicado à poesia das palavras portuguesas

Um enorme xi-coração da :-A

Sara Bettencourt

Jaime A. disse...

Quantos eus sou eu?
Gostei muito deste "desnudar-se".

António disse...

Um lindíssimo blogue, com lindos e profundos poemas.

Parabéns!