sexta-feira, julho 05, 2013

UM BARCO NAS ÁGUAS AO DE LEVE SONORAS

Imagem Google

Um barco parado nas águas ao de leve sonoras.
Enquanto a noite desce como um lençol suavemente escuro
apagando o rio,
que era azul e agora já é um espelho prateado virado para fora de si.
alongado pela escuridão que se recolhe nos olhos, de quem olha.

Há em tudo uma paz impossível, e eu vejo o teu rosto e tu pareces não ser.

Olho-te de novo, e tu olhas-me assim:
tão distante e ausente que me deixas mais nu.

Eu sei:
sou aquele que te ama do fundo deste rio que agora nos faz juntos.
e estamos sempre sozinhos.
A partir de agora, entre nós
não haverá mais segredos.


[29-08-2006]

José Alberto Mar,
in Palavras de Cristal,
Colectânea de Poesia, Vol I, Pág.202

5 comentários:

lectorwall disse...

Muito bonito este poema!
O rio quieto, oculto, emerso em significados!

Jaime A. disse...

Sempre o mar, o apelo das águas, o calar dos segredos...
Lindo!

Anónimo disse...

Quem canta na playlist poderá indicar-me? Amei a canção e a voz. Muito bonito mesmo.
Me indica por favor?
Tambem gostei do poema e da imagem.
Parabens por tudo.

Renata Cristiane

José María Souza Costa disse...

CONVITE
Passei por aqui lendo, e, em visita ao seu blog.
Eu também tenho um, só que muito simples.
Estou lhe convidando a visitar-me, e, se possível seguirmos juntos por eles, e, com eles. Sempre gostei de escrever, expor as minhas idéias e compartilhar com as pessoas, independente da classe Social, do Credo Religioso, da Opção Sexual, ou, da Etnia.
Para mim, o que vai interessar é o nosso intercâmbio de idéias, e, de pensamentos.
Estou lá, no meu Espaço Simplório, esperando por você.
E, eu, já estou Seguindo o seu blog.
Força, Paz, Amizade e Alegria
Para você, um abraço do Brasil.
www.josemariacosta.com

tecas disse...

Excelente poema e excelente imagem. Fabuloso casamento! Parabéns ao autor e a ti, minha querida amiga Otília.
Beijinho e uma flor.