domingo, novembro 23, 2014

Dança das horas

Chris Koulis


o corpo persiste
entre um poço e o vento
mais um passo
o desvelo
no silêncio do tempo
a alma resiste
à ilusão ambulante
espantando cinzas
na ponta acesa das horas
seu derradeiro atrevimento

in, infinitudes

2 comentários:

Mar Arável disse...

Boa partilha

Manuel Pintor disse...

Saí de um poço, atrevi-me ao vento.
Porque passei, fica a minha gratidão!