sexta-feira, fevereiro 15, 2019

Tudo




Um poema 
quase sem palavras.
Um esquema
de indefinidos traços.
O ecoar de um som
talvez nunca vibrado.
Um retrato
feito com o nada disto,
com tudo isto.

Poema “Tudo” de Saul Dias in, Tarde Azul, 
a págs. 141



Imagem: Óleo de Júlio Saul Dias “Poeta e Rapariga”, (1982)

3 comentários:

  1. Saul Dias. Um excelente pintor e poeta. Que bom encontra-lo aqui.
    Uma boa semana.
    Um beijo, minha Amiga.

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  2. Vim de lá do Antero de Quental, Florbela, Miguel Torga e gostei do Saul, mas não se faz mais poesia como se fazia antigamente, hoje. Por que será? - Pergunto-me e creio que envelheci muito sem acompanhar o caminhar do tempo. Mas "tudo é verdade e caminho" segundo Pessoa. E graças a Deus estou caminhando! Grande abraço! Laerte.

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