sábado, novembro 19, 2005

O Velho da Baixa...



Sinto que a vida nunca te sorriu,
Nas poucas vezes que passei por ti
Estavas sempre sentado neste mesmo banco,
A qualquer hora do dia que reinventas,
À espera de uma outra vida que nunca chega.
Invejo-te a capacidade de fazer parar o tempo
Esquecendo que ele passa.
Conservas esta figura altiva de senhor nobre,
Quem sabe, um dia o foste.
Tentei seguir o teu olhar, mas perdi-me…
Fico sempre à espera de um gesto teu
Um olhar, um talvez…
De um nada que nunca acontece.
Aprendeste a ignorar-nos os passos,
Os sons, as palavras e até mesmo os olhares.
Nem sei dizer-te do meu olhar,
Um misto de inveja e tristeza…
Uma curiosidade de saber a tua história,
Os sonhos que nunca realizaste,
O amor que sentiste,
A calçada por onde andaste,
Os muros que ergueste…
E temo um engano.
Quantos olhares se perderam em ti?
Quantos olhares perdeste em nós?
Quantos de nós nos enganamos?
Quantos de nós queres que se enganem?

(Poema e Imagem de Vera Cymbron em Sentidos Ocultos)

Depois de conhecer pessoalmente a Vera, sinto no meu coração porque escreveu este Poema.
Obrigada por seres como és…

31 comentários:

Leonoretta disse...

és a marota.
diz-me...

castor disse...

É, de facto, uma homenagem a alguem que vive em liberdade e que conseguiu escapar às malhas da sociedade. Bonito poema. É o que eu digo: isto sem controlo é que era fixe (tinha que asneirar, claro) ehe, ehe, ehe.

Nina disse...

Bonito este poema..beijinho para ti e para a vera :)

Maria do Céu Costa disse...

Esta Poesia Portuguesa, está a fazer um trabalho de divulgação único de Poesia na blogosfera. E aqui está mais um selecção ao seu estilo. Beijinhos.

antonior disse...

Como tudo o resto imagem e poema de uma sensibilidade tocante.

Obrigado pelo teu "gostei" no meu espaço. Uma simples palavra pode iluminar mais que um grande discurso....

:-)

wind disse...

A realidade impressionnte de muitos:( beijos

Fernando Rozano disse...

Feliz por chegar aqui, e descobrir poesia. É uma maneira de reinventar a vida. Voltarei. abs.

paper life disse...

:´)

BFS.
Extensível à Vera de quem só recebo referências e com as quais o que escreve condiz.

Bjs

Aromas Do Mar disse...

A nossa Vera é uma menina muito linda, carregada de sentimento, também foi para mim um imenso prazer tê-la conhecido pessoalmente.

Beijo às duas da Lina de Braga

Clitie disse...

Ainda bem que nos dás a conhecer estes catinhos maravilhosos!

Bjk e bom domingo.

Manel do Montado disse...

Um obrigado pela homenagem sentida à memória do João.
O que havia a esperar de gente, perdão GENTE, com a sensibilidade que já demonstraste nos vários sítios onde deixas o que escreves e sentes e o que não escreves mas sentes com a mesma intensidade?
O meu profundo respeito e a grata admiração por me concederes o privilégio de pousares os teus olhos nos meus rabiscos.
Hoje sinto-me como o velho do poema.
Desta revolta, amargura e saudade da perda de um camarada e amigo farei amanhã amor para dar aos vivos.
São pessoas como tu, menina, aquelas que vale a pena conhecer e compartilhar bons momentos de erudição e cultura, única arma para afastar a ignorância que conduz ao caos.
Beijo respeitoso de bom Domingo,

Memorex disse...

Vim aqui por intermédio do blogg "Baú do Silêncio" que certamente te agradou muito pela musicalidade que transmite.
Não posso fugir á dura realidade e muito menos ignorar este belo poema, além do mais sobre o velho.
È claro que existe muitas maneiras de percebermos pelo código "primitivo" do Homem, mas só poucas pessoas tem esse tipo de capacidade para entenderem sem palavras.
Delicio-me com tudo que escreves, e não tenho mais palavras para expremir a grandeza desse teu pequeno mundo: a Poesia!
Bjs e abraços da Memorex

P.S-» não te importes q te linke no meu blogger?

Dulcineia disse...

Passei só para te dizer olá.E repetir que adoro este cantinho das letras.Boa semana

T. disse...

Que ignorantona sou! É a primeira vez que leio Vera Cymbron. E vou ficar a reler e reler. E como gostei da imagem..

Quão grata fico!

Beijinho. Semana aprazível.

Su disse...

gostei de ler esta triste realidade
gosto das tuas escolhas, são sempre lindas de serem lidas e vistas

jocas maradas

psttt leonoretta...é sim:))) acho q sim...só pode, com esta ternura q só connheço do blog

Pink disse...

Sou visitante assídua do cantinho da Vera. Acho que esta é uma boa e merecida homenagem às coisa lindas que escreve. Post muito bem conseguido.

Um beijo e boa semana

Isabel-F. disse...

Lindissimo.
Adorei.

Beijinhos com carinho para ti.

Aromas Do Mar disse...

Passei para te desejar um bom começo de semana :)

Beijinhos da mar revolto

Pato Marreco disse...

Estou contente por te ter encontrado.
Foi navegando por blogs amigos que aqui cheguei e fiquei encantado!
Vou pedir licença para te linkar.

André Ferreira disse...

O poema da Vera é defacto lindíssimo como é seu costume. É engraçado, parece-me reconhecer o velhote! Creio que é uma pessoa que conheci há uns anos e com quem de tempos a tempos falei! Se é quem eu penso não há que ter qualquer pena dele, é um livre pensador e vive como desejou viver! A última vez que o vi, num dia de Verão, estava impecavelmente vestido de branco porque ía comigo tratar de umas burocracias. Preenchi-lhe os papéis e no fim pagou-me uma imperial como agradecimento.

Vera Cymbron disse...

Muito obrigada! Nada mais sei dizer-te... fico grata a todos e a ti por proporcionares elogios e palavras tão bonitas.
Jinhos

Betty Branco Martins disse...

Belo trabalho "Poesia Portuguesa"

Quanto à escrita (que eu conheço) da Vera é de facto admirável.

Beijinhos

lique disse...

A Vera é um caso sério de sensibilidade e talento. Sem dúvida, alguém que me dá um enorme prazer ler.
Beijinhos e boa semana

Aromas Do Mar disse...

Olá :)

Vem brindar connosco, vens?

Beijinhos

Nando disse...

Venho agradecer a visita ao meu cantinho. Gostei muito um prazer ao olhar um prazer dos sentidos

Vagabundo disse...

Obg pela dica, não conheço Blog, mas certamente irei passar por lá.


Abraçi Vagabundo

batista filho disse...

Belíssimo!
Clap, clap, clap!!!

TMara disse...

a Vera escreve maravilhosamnete tocando a alma humana.O mundo k esse home vê não é este, os nossos olhos não o enxergam. Bj de luz

lena disse...

como toca este poema, tanta sensibilidade no que escreve

obrigada por nos trazeres sempre bons momentos

beijinhos

lena

romero disse...

bueno fin de semana , besos:)))

maresia disse...

que todos os velhos de todas as baixas tivessem direito a um só que fosse poema destes