quarta-feira, novembro 02, 2005

A palavra



Eu disse a palavra é uma arma
Que explode quando queremos
E quando a soubermos empunhar
Basta o momento e lugar certo
Eu escrevo e as palavras
São a minha parceria
Infiltradas nas folhas em que eu garatujo
Fieis e leais à espera de serem
Preenchidas com letras perfeitas

Eu disse a palavra transforma
A outra guerra que gera a paz
Que procuramos dentro de nós
Com ímpeto e exultação
E nem sempre conseguimos
As palavras podem sair
Assim lascadas
Em mil excertos
E se as soubermos usar
Com elas faremos um poema

Eu disse
As palavras são uma arma
E ninguém entendeu
E eu quis fazer uma
Arma das palavras
Que escrevi
Como se elas fossem rosas brancas
Que nasceram roseiral
Da minha idealidade

Eu disse...

Poema de Piedade Araújo Sol em olhares em tons de maresia

21 comentários:

Bárbara disse...

A palavra, as palavras... A exteorização da nossa mente, do que vai cá dentro. A fuga ao silêncio...

Beijinhos

ART&TAL disse...

obrigado pela visita
sim é sempre importante falar daquilo que os portugueses sempre fizeram bem: trabalhar com palavras.
talvez uma das poucas coisas que me orgulham no nosso espaço

Joe disse...

Gosto da escolha da imagem para um poema tão profundo

"O homem tem uma visão estática e bonita do mundo, impressa nele por meio de associações condicionadas. E o homem acredita que sua visão é a realidade." Timothy Leary

lena disse...

que bem escreve também Piedade Araújo Sol, fico sem palavras perante estas palavras, reler este poema deixou-me um doce sabor

eu disse gosto de palavras e rosas brancas

beijinhos meus

lena

Lumife disse...

Cá estou de novo, de regresso ao cantinho dos amigos e amigas, a agradecer as palavras deixadas no "Beja". Foram uns dias maravilhosos onde só faltou a tua presença. Espero que possas arranjar uma oportunidade e fazer uma visita a Alvito onde tanto há para ver.

Daniel Aladiah disse...

Querida PP
já comentei este poema noutro palco :)
Um beijo
Daniel

Sulista disse...

Já o 'outro' dizia:

«A Cantiga (ou a palavra) é
uma arma...»


Beijito Graaaande amiga :-)

TMara disse...

´B'dia. bjs e;)

Cacau disse...

Olá :) Queria agradecer-te a visita ao meu espaço e as tuas palavras :)

Ainda não tive tempo para explorar este recanto de poesia mas li este último e gostei muito. Parabens!

Um abraço,

Cacau

agua_quente disse...

As palavras são de facto uma arma que pode ferir ou salvar. Gostei muito deste +poema da Piedade quando o li no blog dela. Boa escolha!
Beijos

lique disse...

Mais um belíssimo poema que nos dás amiga! Terrível é o poder das palavras.
Beijinhos

Su disse...

gostei do poema, lindo
o poder das palavras
jocas maradas

Bruno disse...

Bonito! Muito bonito! Gostei! :)

Henrique Santos disse...

Venho pela primeira vez, mas venho para voltar... Adoro poesia, também faço poemas, que algumas pessoas gostam...
Parabéns, não li tudo mas vou lêr.
Ricky

Helena disse...

"Poesia" é a forma de arte superior no domínio estético-literário. Como não gostar?
É a língua portuguesa que se celebra em mais um blogue. É o gosto pela palavra, enquanto entidade cultural. Já dizio o "Outro": a minha língua é a minha pátria.

"botei" discurso, só para dizer: parabéns!

Bj* terno

Lumife disse...

Desejos de um bom fim de semana e o convite para uma visita ao blog "SABIA QUE ...? no endereço http://saberebom.blogspot.com que abre hoje as suas portas com informações úteis para todos.
O "post" de abertura é sobre a DIETA MEDITERRÂNICA.
Lá vos aguardo.

Abraços.

Caracolinha disse...

Olá minha querida, vim retribuir a visita ternurenta que me fizeste lá na casquinha ... adorei o teu comentário e o pormenor de dizeres que o conetúdo daquela verdadeira abstracção musical ficaria muito bem aqui :) !!!!

Ninguém merece uma coisa daquelas !!!!

Uma beijoquinha grande e encaracolada. A porta da casquinha está aberta para voltares sempre que quiseres ;)

Carlos disse...

Palavra

há um tempo
em que a palavra sai
sorri
serena
sobraçando a esperança
...e é criança

há um tempo
em que a palavra é
leve
doce
e solta das amarras que não quer
...e é mulher

há um tempo
em que a palavra dói
e é chibata
e arma
e tiro
....e mata

e se há um tempo
em que a palavra
se cansa da luta
e nas noites de vergonha
se vende e se faz puta
.....regressa sempre a tempo
lavada e pura
arrependida e dura
parindo a liberdade renascida
iluminando a luz
...e dando vida à vida.

adesenhar disse...

já conhecia este belo poema da Piedade :)
mas nunca é demais relembrar-mos passagens com esta qualidade :)

bj

amita disse...

Lindo! "...uma arma das palavras como se fossem rosas brancas..." Sublime. Bjinhos

Leônidas Arruda disse...

Lindo poema.