sexta-feira, julho 07, 2006

Palavras ao vento...


Imagem de Christophe Vacher



Dei as palavras ao vento,
O vento virou furacão.
E trouxe-me a solidão,
Da minha falta de alento.

Vou pedir adiamento,
Duma rápida decisão,
Não é nesta ocasião,
Tempo de rebatimento.

Vou travar o sentimento,
Seja amor, seja paixão.
E calar o atendimento,
Deste louco coração.

(Poema de João Norte)

* Autor do livro "O Peso do Silêncio" (ficção)recentemente editado

16 comentários:

Passeando no Parque disse...

Bom jogo pra Portugal. Boa sorte também e que o arbitro joque limpo.
Passeando de novo por aqui com todo o prazer
Abração
:-)

Luís disse...

Passei por cá.
;-)

pitanga disse...

Obrigada pela visita. Já adcionei seu blog aos meus favoritos.
abraços da pitanga

Anónimo disse...

Obrigado pela honra de publicares este poema simples nesta página junto de coisas tão boas.

Um abraço.
João Norte

intro.vertido.weblog.com.pt

A Cor do Mar disse...

Ha mto tempo q nao passava por aqui :) Fui reler muita coisa, e senti-me bem ;) Beijinho*

herético disse...

gostei muito das quadras. um género poético nada fácil. beijos

Ana Luar disse...

Devolvo-te o eco da palavra...
num estado entorpecido,
entre o dito e o esquecido...
Escrevo-te ao correr da pena.
Desnudo-me no branco de uma página usada...
tranqüila, suave e morna...
Fico quieta...
deixo que a pena rasgue o silêncio
e sem um som, falo palavras;
Palavras que te entrego em confissão...
Nunca apenas palavras.
Nunca palavras ao vento,
mesmo que mas devolva em ecos...

Beijo_________________TE

marakoka disse...

pq faz tempo q não andava por aqui....hoje perdi-me nos teus sempre belos poemas por ti escolhidos e partilhados
jocas maradas de palavras e sentires

lena disse...

mais uma bela partilha, bela Poesia,

vir aqui e descobrir poetas que nem sempre conheço, encanta-me, adoro ler, saber de outros poetas, ler outras poesias, mesmo que não passem daqui da blofera,

este livro, não conhecia, já fui fazer uma visita e a ti agradeço por me proporcionares este prazer

o poema é lindíssimos, tens um dom especial, o de saber escolher,

obrigada por seres assim, especial

um beijo meu

lena

Tiago disse...

Adorei conhecer este espaço..
um abraço e parabens

maresia_mar disse...

Olá,
aqui respira-se poesia e este poema é a prova disso.. Bjhs

José Gomes disse...

Já não chega o poema mas agora agarras-me a ouvir esta música nesta tarde tão quente.
Linda!
Quamdo apareces?
Temos saudades.

Sulista disse...

aiii estes poemas...e estas músicas liiiiiiiiindérrimas!!

beijinho GRANDE Amiga ;-)

rouxinol de Bernardim disse...

Muito profunda!

Joaquim Sobral Gil disse...

In memoriam
Fernão Mendes Pinto

Sentado no molhe,
um marinheiro
a quem o mar já não chama.
Um horizonte carregado
de alma,
de sonho
e memória.
No bolso,
um papel dobrado:

Onde
Caibo?
Este
Atlântico
Não me
Ouve.

Chove;
as águas mergulham
sobre si mesmas.
Correntezas antigas
flúem nas lembranças
que já não vêm…
Gritos abafados de gaivotas
levam consigo
velhos pergaminhos
há muito esquecidos…

Joaquim Sobral Gil disse...

Sim, claro que podes postar este poema.

Muito obrigado.