segunda-feira, outubro 02, 2006

Foi-se o Amor...


Imagem de Jeff Novak

Chegaste
De mãos dadas
Com o Outono,
E em pleno
Rio Tejo,
Olhaste-me
E pediste-me
Aquele beijo.
Não são lamúrias
Que ouço cantar,
Nem pedras de sal
Que vejo chorar.
São dois corações
Impetuosos
Pela dor,
Que fraquejam
Por saber
Que de tudo
O que menos ficou

Foi o amor.

(Poema de Natalie Afonseca in A minha teia)

19 comentários:

wind disse...

É sempre o que menos fica.
beijos

Betty Branco Martins disse...

Olá Poesia P

Estou de volta depois de umas maravilhosas férias

A transparência das palavras da Natalie que eu adoro.

Beijinhos

Amaral disse...

Poema bonito, que cantamos amiúde mas onde desejamos intimamente que o Amor fique sempre, como Rei imperando para sempre...

António Lisboa Gonçalves disse...

Lindo blog, sim senhora, parabéns!

António disse...

Minha querida amiga!
Obrigado pela visita a casa do Engº Costa Lima.
Ele e a demais família agradecem a deferência que tiveste, bem como a nossa comum amiga MM.

Beijinhos

Diogo Ribeiro disse...

Triste mas verdadeiro.

Abraço, boa semana.

Patrícia Santos disse...

Olá!

Obrigada pela tua visita ao meu Cosmos.

Infelizmente é uma pena que as pessoas não saibam manter um tipo de amor, nem que seja amor fraterno. Como se pode amar tanto alguém e a seguir não restar nada desse amor??

Um dia, talvez, ainda havemos de aprender a amar verdadeiramente. Há muitos tipos de amor e algum devia ficar.

Beijos

Natalie Afonseca disse...

Olá!!
Antes de mais obrigada por teres escolhido um poema meu para colocares aqui no teu cantinho!!
Fiquei corada!! :)))))

Uma excelente semana para ti!
Tudo de bom!

Beijinhosssssssss
:)))))))))

Natalie Afonseca disse...

Ah!!!
Imagem e música perfeitas!! :)))

Beijinhos

Samantar Mohi disse...

Agradeço-te a ti poesia portuguesa teres-me dado a conhecer o estúdio raposa à uns posts atrás...mais um fenómeno na divulgação das vozes dos filhos camões...

www.estudioraposa.com

Obrigado

www.samantarmohi.blogspot.com

www.geracao-update.blogspot.com

joao firmino disse...

Olá:

Obrigado por teres colocado no teu Blog uma poesia minha. Assim, acabei por vir aqui espreitar e fiquei encantado com as ambiências que crias no teu espaço. Alias a força à beleza, o que dá esta estranha e esótica cor, entre o verde, o azul e o cinzento.
Boas recolhas e boas inspirações.
Abraços,
João

Miúdo disse...

Eternity stinks my darling, that's no joke! As palavras são do Elvis Costello para uma bela canção. O coração também se cansa e quantas vezes busca outros poisos para repousar. Mas uma coisa é certa: continua sempre a trabalhar!

Obrigado pela vossa poesia.

Um Poema disse...

Boa escolha.
Obrigado pela partilha.
Um abraço

Passeando no Parque disse...

Passeando neste jardim de poesias e de coloridos lindos.
Abraço pra vc

Fernando Palma disse...

Triste história. Mas quem resistiria a alguém que ja chega de mãos dadas com o outono, não é verdade?

Bela fotografia, parei alguns minutos nela.

Teresa David disse...

O Amor tem de ser aproveitado enquanto dure para quando acaba ficar uma boa recordação e não meramente o vazio da ausência.
Bjs
TD

barbosasilva 64 disse...

Cara amiga aqui podemos encontrar um espaço para a criatividade deste país de poetas que nos apelidamos com imenso orgulho.

O Amor é uma conquista
que pouco a pouco nos absorve
torna-nos vulneráveis e nos consome
apresentando-se sempre como um leal artista.

gaivotadaria disse...

Há coisas que acabam e fica o amor, amor que já não é paixão, amor que ficou, que prova que alguma coisa existiu...
Mas se nada ficou é triste, muito triste, olha-se para tras e indaga-se o porquê de se ter enganado no caminho e ter permanecido ali tempo demais...
Parabéns a Natalie pela beleza do poema.

aaron@iol.pt disse...

és obrigatóaria pelas tuas escolhas nas visitas domingueiras... já me chamaram para almoçar e eu perdido por aqui.