quarta-feira, novembro 29, 2006

...das palavras, se faz Poesia...





o corpo.

cumpro as horas,
nessa
penumbra
que te cobre
e onde pouso as mãos.
com gestos lentos
e num sangrento
silêncio,
(onde escondo
a tristeza
que me corre
entre cigarros),
escavo
o abismo
onde me és pão e vinho.
o corpo,o teu,ainda.
só aí me lembro ou sei.
como quem acosta,
fosforescente,
ao desabar espumoso
de madrugadas no mar.


(Amadis de Gaula in abattoirblues)

Pintura de Tamara de Lempicka

14 comentários:

Poemas de amor e dor disse...

Dei asas ao sonho, soprou forte o vento
Ergueu-se no ar, deixá-lo ir…
Saudades
Rogério Martins Simões

Poemas de amor e dor disse...

Dei asas ao sonho, soprou forte o vento
Ergueu-se no ar, deixá-lo ir…
Rogério Simões

pianola / Sonia R. disse...

Sida, 25 anos depois. Bom dia.


Um poema do Amadis. Lindíssimo.

pintoribeiro disse...

Bom, entre nicks não é o primeiro, aqui. Que dizer. Obrigado. Abraço.

olga disse...

Adorei o teu blog!
Poder ler poesia todos os dias, enriquece a alma!

Voltarei!

*.*

Isabel disse...

Poema de amadis que me encheu a alma que sinto agora transbordante.
Beleza pura, impura, perfeita , imperfeita.

Vou-me de alma sorridente e chorosa.

Voltarei.
Foi uma surpresa boa vir aqui.

Até já.

Isabel

Poemas de amor e dor disse...

OLÁ minha doce amiga,
Desde que me aventurei a altera o blog do Sapo, não tenho um único momento de descanso, nem sequer, para escrever poesia.
Antes de o fazer andava a compilar os meus poemas, coisa que nunca o fiz, e já tenho duas pastas cheias. Tive mesmo de parar.
Tudo isto para te agradecer as amáveis palavras que deixaste e por isso agradecer.
O template do meu blog (não sei se é assim que se escreve) é tirado de um belo quadro da minha esposa e companheira, Elisabete Sombreireiro Palma, mulher muito “grande” que tem ajudado e muito a elevar a minha alma contaminada com resquícios do sofrimento do meu corpo.
A Parkinson é uma daquelas doenças que não contamina, mas mina, o corpo e a alma. Só por isto e por muito mais tanto amo e admiro a minha enorme companheira.
Apesar de tudo, dou graças a Deus por me ter afectado “apenas” o meu lado esquerdo, razão pela qual ainda estou conseguindo alterar o blog e profissionalmente no activo.
Quanto ao poema que coloquei no blog, a que chamo livro de poesia, gosto muito e se um dia escrever um livro para o qual já tenho poesia que sobra, ele fará parte do mesmo.
Desculpa ser à pressa e autorizo se assim quiseres a colocares o poema no teu blog que muito gosto.
Cumprimentos
Rogério Martins Simões

{{coral}} disse...

Muito bom poema deixo um pensamento meu...

"Quando o teu silêncio se afirma, alguém sabe que gritas o seu nome!
{{coral}}"

Beijo
{{coral}}

Thiago Forrest Gump disse...

Às vezes nem lembro, nem sei.

Só contemplo! :)


Belo post poesia!





Bom fim de semana

Anónimo disse...

gostei muito do blog.
Parabens pelo seu trabalho.

Anónimo disse...

ja agora visite o meu blog.
http://sirGema.blogspot.com

obrigado

Joaquim Sobral Gil disse...

No mar me embrenho.
Um corpo só,
rompe o cristalino
em que me escavo.
Estilhaços ignorados,
apenas dois olhos,
duas vistas,
que escorrem
e se escapam
desse sal.
Crispo-me,
nada acho,
sou,
apenas.

rouxinol de Bernardim disse...

Gostei muito do blog e do trabalho mais recente. Poema e imagem a condizer! Muito bom gosto!
Cinco (dez?) estrelas!

gato_escaldado disse...

Foi um prazer ler. Um belo poema. Votos de bom fim de semana.

beijos