segunda-feira, março 03, 2008

Ainda não me rendi.


Pintura de Ana Maria Sanz


Todas as dúvidas acordam pontuais,
Às meias horas nocturnas,
Deslizando em gotas perfeitas de suor,
Decorando a ponta dos dedos,
Ao som da música incessante dos sonhos.

Ainda não me rendi,
Não parei de lutar, nem de falar
De punhos cerrados e sorriso aberto,
Decifrando olhos semi cerrados,
Corações disfarçados de gente.

Mais um movimento certeiro
E mais um fio de sangue,
Traçando na cara as linhas das minhas certezas,
Marcando os passos incertos dos meus ideais,
Moldando a feições das palavras.

Ainda assim, não me rendi.

(Poema de
Daniel Costa-Lourenço in Mar.da.Palha)

9 comentários:

Anónimo disse...

Mas eu rendi-me à beleza do poema!!!
Kiss da Ana

Sophiamar disse...

Eu rendo-me à beleza do poema e da boa poesia. É mesmo uma das minhas paixões.

Beijinhosssss

poetaeusou . . . disse...

*
"moldando as feições das palavras",
na certeza da vitória do amanhecer,
,
conchinhas
,
*

ZezinhoMota disse...

Entrei ao acaso e gostei de ler...

Boa semana.

ZezinhoMota

peciscas disse...

Quem assim escreve, tem todas as razões para não se render.

Agradeço as amáveis palavras deixadas no Peciscas, a propósito da distinção que a Isabel teve a amizade de me outorgar.

Paula Raposo disse...

Adorei este poema! Eu também ainda assim, não me rendi...por vezes a vontade é grande, mas existe sempre algo a chamar-nos. Lindo poema. Beijos.

Anónimo disse...

Gosto muito da poesia do Daniel. Muito bem casada a imagem com o poema. Por não ter blogue nunca comento mas este não posso deixar de comentar porque me rendo à poesia do Dani.
Beijos
Julia

lupussignatus disse...

Tem ritmo, cor e imagens.

Tudo na dose certa.

Rendo-me...

Maria Madalena disse...

Seu blog é uma maravilha em cultura poética portuguesa,obrigada por compartilhares conosco.
Grande abraço
Maria Madalena