Site Meter Poesia Portuguesa: Não as há.

Poesia Portuguesa

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Sexta-feira, Outubro 10, 2008

Não as há.


Pintura de Leonid Afremov



Não há palavras!

Que signifiquem
O que não pode significar.
Que expressem
O que só na bruta pele corta e queima.
Que verbalizem
O que um sentir não permite.
Que iluminem
Uma inexistente e negra Alma.
Que faça florescer
Uma brisa num rochedo.
Que leve a desabrochar
Uma esperança,
Num infinito deserto.
Ou que desaponte uma rosa
No alto mar.

Não há palavras!

Que silentemente,
Fale
Que inexistindo,
Expurgue,
a sua necessidade.
Que vivendo,
Postergue.
Que etéreas,
Não pesem toneladas
No fardo da minha consciência.
Que nada sendo,
Tudo sejam no meu Ser.

Não!
Não... as há!

(Poema de
RFS)

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