sexta-feira, outubro 10, 2008

Não as há.


Pintura de Leonid Afremov



Não há palavras!

Que signifiquem
O que não pode significar.
Que expressem
O que só na bruta pele corta e queima.
Que verbalizem
O que um sentir não permite.
Que iluminem
Uma inexistente e negra Alma.
Que faça florescer
Uma brisa num rochedo.
Que leve a desabrochar
Uma esperança,
Num infinito deserto.
Ou que desaponte uma rosa
No alto mar.

Não há palavras!

Que silentemente,
Fale
Que inexistindo,
Expurgue,
a sua necessidade.
Que vivendo,
Postergue.
Que etéreas,
Não pesem toneladas
No fardo da minha consciência.
Que nada sendo,
Tudo sejam no meu Ser.

Não!
Não... as há!

(Poema de
RFS)

10 comentários:

rfs disse...

Agradeço a escolha. É um dos meus preferidos...

Hélder disse...

Belo.
E faltam-nos às vezes as palavras para tanta coisa...

Hélder disse...

Belo.
E faltam-nos às vezes as palavras para tanta coisa...

Hélder disse...

Belo.
E faltam-nos às vezes as palavras para tanta coisa...

Anónimo disse...

Bonito poema ñ conhecia o autor

heretico disse...

não há, de facto, palavras. será que se agstaram todas?

beijos

Paula Raposo disse...

É muito bom poder conhecer quem não se conhece. Obrigada pela partilha do Poeta. Beijos.

Anónimo disse...

É de ler, reler e voltar a ler.
Quer pela intensidade, quer pela beleza...
Há que ler!
M.

Amita disse...

Quantas vezes ficamos sem palavras que transmitam as emoções que o poeta nos fez sentir de tão intensas.
Obrigado poeta pela beleza. Obrigado Poesia.

Um bjinho e uma flor

Vasco de Sousa disse...

Os sentimentos dificilmente se traduzem em palavras. Alguns conseguem fazê-lo e por isso, são especiais.
Gostei da escolha da pintura.