terça-feira, janeiro 06, 2009

O Mar… Tu e eu!

Nasceu esta página com o intuito de divulgar a poesia que se ia escrevendo por essa blogosfera fora e no decorrer dos três anos completados em Setembro passado, com mais de quinhentos mil visitantes contabilizados (contador instalado mais de um ano depois de o blogue estar activo), muitos são os que me solicitam que publique este ou aquele poema que, na medida do possível, vou satisfazendo, já que este é efectivamente, um blogue de partilha de Poesia, muito embora a maioria dos poemas aqui publicitados sejam de escolha exclusiva da detentora desta página.

O poema que hoje vos trago foi-me enviado por uma leitora que quis manter o anonimato e pediu-me para o publicar, porque fazia anos de casada e gostaria de o dedicar ao marido Valdemar J…esclarecendo que "o poema não é dela, pois não escreve poesia, mas sim de alguém que gosta muito de ler e também comentar" .

Não pude ficar indiferente a este pedido. Sou uma romântica por natureza e estes momentos deliciam-me…

Parabéns a ambos.


Imagem que acompanhou o poema...

Neste poema, fora eu o mar,
E tu, nas minhas praias, uma fraga,
Eu vinha de mansinho para beijar
A tua face, como quem te afaga!

Quando na maré-alta, o mar alaga,
Me enfunava também, para te inundar!
Num abraço de amor, em terna vaga,
Lágrimas te deixando, ao recuar…

E naquele vaivém, constantemente,
Levava uns pedacinhos, docemente,
De ti, na mais afável erosão…

Sem se notar, milhares de anos depois,
O mar sereno, éramos nós dois,
Um todo só, na mais linda união.

(poema de
Robinson Crusoe)

14 comentários:

Paula Raposo disse...

Parabéns ao casal, também! É bom que ainda existam pessoas que escrevam poemas assim! Beijos.

Anónimo disse...

Como te agradeço a gentileza!!!!!!
Não sabes como foi importante!!!
A música é linda! Muito bem escolhida!
Montes de beijos meus 0_0))))))))))
já te enviei um mail

Carlos Ferreira disse...

O poema é lindo.
E mesmo não tendo sido pela própria, o pedido que te foi feito para a sua publicação, revela tratar-se de uma mulher romântica e apaixonada ... como tu.
Bonito.
E tu, gostaste tando do gesto que, para maior divulgação, o dás a conhecer pessoalmente aos teus amigos.
Grato por me incluires nesse número.
Beijo carinhoso :))))))

Carlos

Maria Clarinda disse...

Lindo...lindo o poema, lindo o amor deste casal....linda tu por porporcionares momentos mágicos destes.
Um jinho no teu coração.

aminhapele disse...

Parabens!
Este sítio tem sempre "boa escolha".

José Fernando Nandé disse...

Há sítios que acessamos constantemente. O "Poesia Portuguesa" é um desses sítios. Só assim para o Atlântico que nos separa ficar tão pequenino!

Parabéns,

José Fernando, Curitiba, Brasil.

Anónimo disse...

Mais uma das tuas sensibilidades e partilhas´!! É nisto que fazes a diferença minha qrida MM
Beijinho no teu coração
Catarina Buckins

Anónimo disse...

a ti dedico este poema;
a ti dedico este pensamento;
a ti dedico este dilema;
a ti dedico tal tormento.

amar e nao ser amado,
e como a escravidao.
vemos a liberdade na nossa mao,
mas sem possibilidade de a alcancar.

ser ou nao ser?
e' uma boa questao...
MAS...!
amar e nao ser amado,
eis uma boa condenacao.

eisno felizardo de que amor nunca sofreu...
porem, pode lamentar-se,
pois nunca o conheceu...

por: mp2f@live.co.uk

Teresa David disse...

Pelas razões que conheces há muito que não visitava os blogs de ninguém. Foi com prazer que constactei que os teus mantêm a mesma qualidade e solidariedade.
Bjs
TD

delusions disse...

Uma homenagem muito bonita.



Bom ano*

Anónimo disse...

Olha que lindo seu blog, adorei muito mesmo.
Se vc permitir vou colocar no meu favoritos...

carinhos

as velas ardem ate ao fim disse...

já tenho tantas saudades do sol e do mar!

um bjo

Qualsaveu disse...

He llegit el teu poema des de l'altre extrem de la peninsula, a la costa catalana del mediterrani. Ha estat molt hermós, seguiré nedant pel teu blog, buscant més poesia del mar.

Robinson Crusoé disse...

Ontem por mera rotina,
Ou inspiração divina,
Fui ver quem me visitara;
Causou-me certa estranheza
“Poesia Portuguesa”
Vi que por ali andara!

Não deixou qualquer recado
Mas eu fiquei empenhado
Em descobrir quem seria;
E tendo tal fim em vista
Fui seguindo aquela pista
Pois adoro Poesia!

E p’ra grande espanto meu
Vi lá “ O Mar…tu e eu “
Soneto que eu compusera!
Alguém fez esse pedido
E fiquei surpreendido
Pois disso não estava à espera.

É tão nobre aquele espaço
Que as pobres rimas que faço
Não merecem tal relevo;
Mas confesso, deu-me gozo,
Ficando todo vaidoso
E sentindo um grande enlevo.

Um beijo - João