quarta-feira, março 27, 2013

Suicídio


O rio entrou pela janela
e transformou em areia
a pedra que eu tinha
debaixo dos pés.

A água subiu por mim
como uma bênção,
as flores abriram
e passei a ouvir pianos.

O mar, veio depois,
meditabundo
nas primeiras vagas,
arrebatado
nas seguintes.

Então, surgiu o sol
e o massacre das sombras
foi total:
suicidaram-se a cada palavra tua..

Poema e imagem de Nilson Barcelli

7 comentários:

Biblioteca Ferreira Dias disse...

Bonitas, as palavras. Muito conseguida a surpresa da relação entre o título e o final do poema.
Abraço.
António Pereira
http://imagenscomtextos.blogspot.pt

Nilson Barcelli disse...

Querida amiga, obrigado pelo destaque.
Tem uma Páscoa Feliz.
Um beijo (doce, da época...)

Ronaldo Bertoni disse...

muito belo!

heretico disse...

belíssima escolha - o Nilson é um talentoso Poeta.

beijo

Ailime disse...

Hoje ao deambular pela Net tive esta agradável surpresa de encontrar o seu blogue e logo esta poesia de Nilson, que tanto aprecio. Obrigada. Ailime

Teresa Cordioli disse...

Foi um prazer chegar até esse blog...

Marcelo Vieira disse...

http://oultimocliente.blogspot.com.br/