quarta-feira, outubro 15, 2014

Figueira da Foz: Da casa que me separa da infância

Da casa que me separa da infância
avistava-se o lugar onde as águas
mais espessas do rio se juntam ao mar.
A foz. A ondulação crescente
desafiando as areias.
As marés tão altas que faziam brilhar
os peixes  e assinalavam, no farol,
o lugar onde as gaivotas
podiam começar a enlouquecer.
Era aí a casa que me separa da infância.

De Espaço livre com barcos, 2014
(pág. 11)


CONVITE



7 comentários:

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Que local bonito para se visitar. Embalados nessa neblina que corre do mar deixar-se ficar e abrir as asas aos sonhos que nos levam a navegar.

manuela barroso disse...

No Blog da Graça Pires vi este poema de que muito gostei. Lembrou-me Sophia de M. Breyner.
E Graça Pires é uma poetisa com todas as letras! Muitos Parabéns!

Manuel Pintor disse...

Casa perene na idade das marés

Graça Pires disse...

Mais uma vez, bem haja, minha amiga.
Um grande beijo.

NAMIBIANO FERREIRA disse...

Lindo rio de poesia é este blog. Sou viciado em
Graça Pires.
Se me permite uma ideia, que tal alargar o blogue à Lusofonia?
Abraços e voltarei concerteza.

Cristina Cebola disse...

Excelente, como todos os poemas da Graça Pires.
Lugar fantástico este, onde se sacia a sede com pura poesia...

Beijinho de gratidão

Alfredo Rangel disse...

Graça Pires dignifica a poesia portuguesa e nos encanta sempre. Lendo e aprendendo. Parabéns a ela,