sexta-feira, setembro 01, 2006

...e é Setembro.


Imagem de autor desconhecido

a rua respira de um amarelo minúsculo,
nos dedos a poesia gasta-se.
com algemas nasceu uma rosa corroendo a paisagem,
e é Setembro.
chegaram os sopros pungentes da iluminação.

certamente vestirei um acto inútil,
perderei do sentido a noção.

ouve-me,
ainda que as esferas no meu sangue se esbarrem, o vento
continua a empurrar as aves
que conduzem trenós, e a ternura é veloz.

(Poema "A rua respira" de Maria Gomes)

11 comentários:

Samantar Mohi disse...

Um poema adequado para o "acto inútil" que é virar a página do calendário...

Anónimo disse...

Buen link de poesía mexicana

Joaquim Sobral Gil disse...

Um Outono...
amarelece,
lentamente vai descaindo.
Flutuações osciladas.
Pelos dedos
escorrem os últimos sóis
(de um calor).
De longe,
restos de pó,
memórias do tempo...
entre as folhas,
resvalam luzes
aquietadas,
mornas.
Uma despedida,
talvez
um regresso...

Morgaine disse...

nostalgico.. lembra que breve já estaremos a sentir o cheiro do outono

gato_escaldado disse...

excelente. beijos

José António disse...

Olá!

Vim retribuir a visita.

Belo poema.
Mas fez-me lembrar que em breve vou sentir o cheiro das castanhas assadas... :)

Bom fim-de-semana!

bjs,

In Loko disse...

É isso, em Setembro o amarelo-esverdeado dá o tom... às ruas, aos campos, aos montes... e a ternura também canta... migrante! Gostei do que li! Abraços.

Besnico di Roma disse...

Tem “cor”, mas muito principalmente… espírito.

woman's secret disse...

E os dias começam a ser menores...
Beijos

≈♥ Nadir ♥≈ disse...

Sempre optimas escolhas na partilha do que mais belo há nas palavras.
Beijos e boa semana.

Claudia Perotti disse...

Saio daqui encantada com tuas letras e a canção.

Beijinhossssss