segunda-feira, setembro 04, 2006

Selvagem...



Adeus, disse-lhe!
Virou costas, nem olhou para trás
Entrou num café, pediu uma bica
Puxou um cigarro, suspirou.
Saiu!
Andou sem destino pelas ruas
Até chegar ao carro.
Guiou!
Sem norte nem sul
Sentia-se livre, sem peso
Olhou-se pelo retrovisor, sorria
Parou!
Saiu num descampado
Despiu-se devagar
Correu através dos campos
Como um cavalo selvagem…

("Wild" poema da Wind)



Imagem de Sascha Hüttenhain

13 comentários:

Passeando no Parque disse...

Como um cavalo selvagem…

lindo finalizar daquilo que por vezes nos apetece nos dias estressantes que vivemos. A imagem é linda.
Parabéns à autora e à poesia.
Beijão pra 2 menininhas

wind disse...

Obrigada Poesia Portuguesa:)
Ai está muito de mim:)
beijos

aaron@iol.pt disse...

Uma combinação selvagem: poema e imagem.

Ranhette du Nez disse...

Oh la la
Jaime la photo e le poeme aussi, bien sur.

Merci pour ta visite.
Tu est divertide.

Ranhette

ponto azul disse...

Vim dizer-te olá...Bjs :-)

toze disse...

um poema muito bonito
visita-me em lookingforthesilverlining.blogspot.com

herético disse...

que bela sensação de liberdade! gostei muito...

asdrubal tudo bem disse...

por mais que goste de ler, e gosto, não consigo gostar de poesia.

Ana Sobral disse...

Tentei comentar ontem e não consegui dava um erro qualquer.
A imagem complemente o poema neste grito de liberdade absoluta. Parabéns à autora e a ti que aqui partilhas de uma forma excelente, e que nos leva a descobrir mundos na blogosfera desconhecidos.
Beijinho às duas da Anita

Teresa David disse...

Uma sintonia perfeita entre as palavras muito bem elaboradas e a imagem que as ilustra com uma completa fidelidade.
Bjs
TD

Sandra disse...

São os desencontros da vida que fazem os nossos sucessos...

gostei do Blog.

Sandra disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Bia disse...

Ao ler este poema e ao ver a imagem, vamos ser honestos, quem já não pensou fazer o mesmo...
Ás vezes para seguirmos mesmo sem rumo precisamos de nos despir de um montão de coisas e a ideia de correr para mim é apenas a libertação de alguém que precisa respirar e encontrar-se consigo mesmo.