sexta-feira, novembro 02, 2012

o profundo azul da noite

(imagem daqui)

 
O azul que me veste as mãos por dentro
é ainda o profundo azul da noite
em que bebi no sal da tua pele
o branco aceso do meu corpo
e o silêncio da aragem miúda
que antes da chegada do vento
te havia de romper os olhos
em lágrimas de espanto e sede
pela sombra dos meus dedos.

Poema de Ana Oliveira


12 comentários:

Manuel disse...

Vim agradecer a sua visita e conhecer o seu Blogue, amanhã vou ler com muita atenção e deixar um pequeno comentário.
Obrigado pela simpatia

manuela barroso disse...

Uma maravilhosa poesia em que só o silêncio da pele ouve a chegada da noite!
Bela.
Obrigada pela sua visita.
Desculpe, mas queira recordar-me o nosso encontro na homenagem a Fernando Peixoto.
Abraço.

José Loureiro disse...

lindo o poema!

Marineide Dan disse...

A noite trás consigo seus deliciosos mistérios!

Um abraço!

Ana Oliveira disse...



Venho agradecer a partilha que me deixou sensibilizada e mesmo nada incomodada :)

Um beijo

Ana

Luís Coelho disse...

Um poema feito de cores que revestem os sentimentos.

Depois as lágrimas sacudidas com a aragem miúda da manhã.

Voltarei cá mais vezes.

Nilson Barcelli disse...

Um excelente poema.
A Ana tem muito talento...
Um abraço.

Manuel disse...

Só hoje consegui tempo para poder ler e apreciar o seu Blogue.
Muito bom, bem estruturado e com uma cuidadosa escolha no que aqui nos vai deixando.
Os meus parabéns.

Anónimo disse...

Para os interessado no meu trabalho desde infância.

O meu cantinho secreto

Pedro Faria disse...

Boa tarde,
Muito bom poema, e como o natal é uma quadra festiva em que estamos mais abertos a poesia que nos comova visitem o meu blog e deixem o vosso comentário.

http://oquequeriaquesoubesses.blogspot.pt/

Obrigado e Bom Natal

Tomás disse...

excelente poema, gostei muito mesmo. Assim como os restantes, vou seguir definitivamente.

espectador disse...

Boas palavras