sexta-feira, janeiro 16, 2015

Uma mantilha solta...

Pintura de Ferreira Pinto


O vento. Um nome.
Uma mantilha solta. Sem outra cor...

Apenas a pele. A letra soletrada.
A flor estendida. A oferta.
E o carmim do beijo antes dos lábios...

Apenas o gesto. Não a pétala.
Nem a rosa profanada...

Apenas brisa em mão aberta.
E um raro perfume escondido. E o sonho da montanha.
Trepando. E o lago dos olhos. Alagando-se...

Apenas um rubor mal desperto.
Ainda...

E este alvoroço da tarde
Em azul aberto. Que de tão ténue
Resiste...


12 comentários:

heretico disse...

fica aqui muito bem o poeminha...

diria até que no seu ambiente natural!

bela ilustração.

grato

beijo

Graça Pires disse...

Gostei desta mantilha solta. "Apenas brisa em mão aberta". Um poema de um lirismo que nos toca a pele num arrepio...
Manuel Veiga é um escritor excelente.
Um beijo para ele.
Para si, amiga, o beijo de sempre.

vendedor de ilusão disse...

Soberbo é teu poema! Gostei muito, aliás, até onde pude ler, todas as tuas criações são admiráveis... Com isso, fui levado a querer por aqui ficar.
Parabéns e apareças!

Majo disse...

.
~ ~ Belíssimo!!

~ Também admiro Manuel Veiga.

Manuel Pintor disse...

Ruboroço no alvor da pele
Ténue como azul

Teresa Durães disse...

Um interlúdio em suspense!

Mar Arável disse...

Excelente o poema do nosso Manuel Veiga

A.S. disse...

Excelente no traço poético e na dança das cores de um vento desabrido...!!!

Non je ne regrette rien: Ediney Santana disse...

Aqui encontrei poesia

Português Amarelo disse...

Sublime...

Cristina Cebola disse...

Extremamente belo!As palavras deslizam como brisa suave a tocar-nos a pele...
Beijinho.

carmen rangel Pedrozo disse...

Eeee muito belo muito belo e poema