Muitos nomes te dei:
amiga
mar
chuva caindo
odores de terra e espuma...
dei-te nome
de paz que achamos em nós
nome com gosto a amoras
na tua boca
Primavera
casa
exílio
porto sem amarras
aonde me fundeio
Chamei-te chuva
chamei-te lume
chamo-te calor
Teus nomes
permanecem
no teu rosto
em qualquer distância
Teus nomes
onde vivo projectado
(barro moldado como imagem)...
Na bruma da memória
te construo
oleiro que sou nas horas vagas
meus dedos
desenham-te as feições
dizem o teu nome
um nome só para ti
secreto e único
nome de qualquer ausência
mais presente.
Um nome das horas sós
quando tu estás.
(Poema Jorge Esteves)
Imagem enviada por email, de autor desconhecido






